Praticantes de Cross Country (XC) nos estradões e single tracks de Juiz de Fora (MG) e arredores.

Se o mountain bike é desafio, encare-o. Se o mountain bike é aventura, arrisque-se. Se o mountain bike é luta, enfrente-o. Se o mountain bike é cansaço, supere-o. Se o mountain bike é dificuldade, tenha garra. Se o mountain bike é adrenalina, aproveite-a. Se o mountain bike é surpresa, descubra-a. Se o mountain bike é técnica, aprenda-a. Se o mountain bike é obstáculo, vença-o. Se o mountain bike é esforço, tenha determinação. Se o mountain bike é alegria, divirta-se. Se o mountain bike é apenas um sonho, torne-o realidade.

A dor é passageira. Desistir dura para sempre. (Lance Armstrong)

OS MELHORES LUGARES FICAM DEPOIS DOS PIORES CAMINHOS.
Bem vindo ao BARRIGUDOS BIKE CLUBE. Até o momento, 20.866km pedalados.
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CLASSIFICAÇÃO
Níveis de Perrengue
1. Pular cerca
2. Travessia de riacho/atoleiro
3. Erosões/trechos intransitáveis
4. Ataque de cachorro
5. Mato alto ou mata fechada
6. Nevoeiro
7. Montanha Hors-Categorie
8. Chuva
9. Carrapatos (mais de dois por perna)
10. Dificuldade de navegação (perda de sinal GPS)

INTEGRANTES

Wagner Oliveira


Bernardo Zanon


Boanerges Júnior


Bruno Guimarães


Ciro Fonseca


David Mari


Diogo Carneiro


Eduardo Vieira


Edward Júnior


Érika Abramo


Esmeraldo Carvalho


Filippe Franzone


Guido Azevedo


Guilherme Falci "Frangão"


Hebert Bordoni


Hebert Rocha


Hugo Franzone


Jac Oliveira


João Guedes


Jorge Servo


Leandro Leiva


Leandro Bissoli


Lucas Guedes


Marcelo Guimarães


Marcelo Martinez


Mônica Nascimento


Maxwell Nascimento


Ramon Ferreira


Rodrigo Dias


Rodrigo Müller


Rodrigo Souza


Vanderson Diniz "Sukinha"


Wagner Sarchis


Wander Crovato

TOP TEN DAS TRILHAS
1. Serra de Lima Duarte
2. Faz. Fortaleza de Sant'Anna
3. Cherry Coke
4. Faz. Continente
5. Cachoeira do Arco-Íris
6. Humaitá 2
7. Remonta
8. Disneylândia
9. Santa (Passa Um)
10. Pedra Quadrada
SITES RECOMENDADOS
Trailguru
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Torce o Cabo da Bike!
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Sábado, Novembro 03, 2012

Juiz de Fora / Cabo Frio 17 a 20/10/2012
Níveis de perrengue: 1, 4, 7 e 10

O planejamento é a base de tudo. Invista mais tempo planejando e as chances de errar quando estiver executando serão mínimas.

E assim foi. O planejamento começou em meados de 2008. Após tomar conhecimento de um relato de viagem de 4 dias, feito por João Carlos Silveira e Marcelo Noronha em 2004, nasceu o sonho de completar este desafio.

Com um pouco de paciência consegui localizar o e-mail do João, que prontamente me atendeu com informações básicas sobre o percurso, um print screen do Trackmaker com o traçado e alguns waypoints com as principais localidades da região atravessada. Alguns dias depois, recebi um e-mail do Marcelo com algumas fotos da viagem deles, para inspirar. Estava lançada a pedra fundamental.

Nesta época eu não possuía GPS, e tampouco o Google Earth era uma ferramenta usual e com imagens atualizadas como hoje. O recurso disponível eram as cartas topográficas do IBGE, confeccionadas entre as décadas de 1970 e 1980. Apesar de serem documentos fabulosos, por serem repletos de informação, ainda assim possuem certa imprecisão e, principalmente, estão desatualizadas visto que se passaram mais de 30 anos do levantamento. Ou seja, nomes de fazenda mudaram, cidades e povoados surgiram, estradas mudaram de curso, trilhas apareceram, trilhas desapareceram, e por aí vai.

Mesmo assim não deixa de ser fascinante estudar um documento destes com suas curvas de nível e imaginar como, com a tecnologia disponível em 1970, um trabalho desta magnitude foi desenvolvido cobrindo a área de praticamente todo o território brasileiro por meio de aerofotogrametria e expedições de campo para a coleta de informações. O trabalho de confecção de uma carta levava, na época, até dois anos para ser concluído.

Meu primeiro contato com uma carta impressa (documento oficial) foi na faculdade, nas aulas de Estudos Hidrológicos. Até então, a única forma de se obter tal tipo de informação era comprando uma carta impressa do IBGE, uma folha gigantesca (provavelmente formato A0).

A partir de 2005 tais arquivos começaram a ser disponibilizados no site do IBGE e, com mais um pouco de paciência em minha pesquisa, consegui os arquivos com qualidade sofrível, onde boa parte das informações escritas eram ilegíveis devido à baixa resolução das imagens, geralmente arquivos com poucos KB.

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Manipulei as imagens tentando dar mais nitidez e clarear as informações. Em seguida imprimi tudo e começou o trabalho de estabelecer um traçado entre as localidades pré-definidas. Apesar de um traçado “tosco”, passando por caminhos desenhados há mais ou menos 30 anos atrás, tinha em mãos a primeira rota.

Em abril de 2009, com algum conhecimento adquirido em pesquisas sobre cartografia, entrei de férias e com este esboço e uma bússola em mãos, comprei um alforje vagabundo, arrumei uma mochila que pesava mais de 10kg (principalmente pelo mala-bike que ia dobrado dentro dela, para a volta) e anunciei em casa minhas pretensões. Logicamente fui dissuadido por minha família e namorada na época (que apesar disso virou minha esposa). Realmente, analisando agora, eu não estava bem preparado física e mentalmente. Além disso, havia excesso de peso da mochila e a distribuição errada deste peso sobre a bicicleta (estava concentrado no tal alforje traseiro).

Claro que na época nada disso foi percebido e a frustração foi convertida em 425 km pedalados nos arredores e cidades vizinhas. Porém, a idéia não havia sido descartada.

Minhas pesquisas nas cartas topográficas continuaram tentando achar um traçado mais adequado. Em pouco tempo, percebi que alguns dos arquivos digitais do IBGE estavam sendo substituídos por outros com melhor resolução. Fique claro que não se tratava de atualização. A vantagem é que as informações que antes eram ilegíveis não mais o eram.

Estranhamente algumas poucas cartas não foram substituídas, entre elas a de Juiz de Fora, a de Morro de São João e a de Cabo Frio. Não chegava a ser um problema, pois a região de Juiz de Fora era quintal de casa e nas proximidades do litoral o trecho a ser percorrido era sabidamente de asfalto. Apenas no caso de recorrer a um traçado off road no final que precisaria de maiores informações.

Diante disso meu primeiro trabalho foi montar um “mosaico” com as diversas cartas no Trackmaker, formando um único “mapa”, ou seja, uma carta topográfica gigante. Nela refiz o traçado, com a premissa de utilizar o máximo possível de estradas vicinais e trilhas e o mínimo possível de asfalto. A duração era baseada nos 5 dias de pedal, porém não me preocupava ainda com os pontos de parada.

Paralelamente o Google Earth se tornava popular e comprei meu GPS. Nos rolés que fazia na época passei a explorar as potencialidades que estas duas ferramentas juntas ofereciam ao mountain bike, principalmente na exploração de novos caminhos.

O “pulo do gato” foi então transferir a informação que eu havia criado no Trackmaker para o Google Earth. Com o traçado do percurso sobre a imagem de satélite, poderia corrigir (ou atualizar) toda informação que estivesse incorreta. O Google Earth possui uma pequena diferença de referencial em relação às cartas (provavelmente o Datum usado no programa é americano, não descobri como corrigir), mas é insignificante diante da escala que é usada na tela do GPS.

Outra vantagem, dentro do Google Earth o ponto abaixo do cursor tem sua elevação mostrada na tela, facilitando a análise se está subindo ou descendo. Outra praticidade é o perfil de elevação, que permite comparar diversos traçados, buscando um relevo mais adequado.

Desta forma, tracei ao longo do tempo diversos percursos intermediários, e fui comparando e selecionando os trechos que julgava mais convenientes. A esta altura, já em 2012, fechei um caminho principal que preservava algumas pequenas variantes. Comecei a definir os pontos de pernoite e cheguei à conclusão que faria em 4 dias. Eliminei uma variante bem grande que alongava bastante o que seria o 4º dia de um total de 5, que passava por um longo trecho de área inabitada e, consequentemente, sem ponto de apoio.

Finalmente programei minha viagem para o mês de outubro, devido a dois motivos: férias e pouca possibilidade de chuvas. A partida estava marcada para o feriado do dia 12, e novamente minha família não olhava a viagem com bons olhos. Tentei a companhia de alguns amigos, o que até ajudaria a amenizar as preocupações, mas ninguém topou. Mesmo assim preferi seguir a máxima de não deixar para amanhã o que pode ser feito hoje.

O que poderia ser problema de fato era alguma variação climática. Um percurso majoritariamente off road, com etapas de distância média de 100km, seriam muito árduas se feitas na lama ou barro ou, pior ainda, sob chuva. Podemos desafiar o cansaço, a dor, o equipamento... mas é imprudência desafiar o clima.

Na segunda-feira, 07/10, a previsão do tempo começou a mostrar que o final de semana do feriado seria de chuva. Tal previsão foi se confirmando ao longo da semana e culminou comigo abortando os planos na quinta-feira, véspera da data planejada para o início da viagem. Apesar disso, a despeito do que todos pensavam, não havia desistido e sim adiado os planos, visando uma “janela” de bom tempo que a previsão indicava na semana seguinte. Porém guardava os planos para mim, pois já estava farto das tentativas de dissuasão.

No dia 15, diante da confirmação de tempo bom, comecei a comunicar minha decisão. Alguns amigos e família, que por fim já não se opuseram tanto como eu esperava. Também já tinha me acostumado a ser taxado de maluco, doido, etc. Havia revisado a bike mais cedo e trocado o pneu dianteiro por um Continental Mountain King. O traseiro estava gasto, mas estava negociando um pneu novo pela internet. No fim da tarde bateu uma insegurança sobre a gancheira, pois o Bernardo havia quebrado uma no rolé da semana anterior. Fui à oficina, mas não tinha (apesar de ter sido informado o contrário por telefone).

A mochila já estava pronta, recheada pelos pertences de uma lista elaborada minuciosamente há cerca de 3 semanas atrás. Apenas como alteração, o fato de reduzir a quantidade na mochila e levar mais uma caramanhola no quadro da bike. Assim eliminaria 500g de peso nas costas e deslocaria o centro de gravidade do conjunto biker + bike para um ponto mais próximo do solo, o que daria mais estabilidade.

O kit de sobrevivência era composto por:
• Celular
• Saches de gel de carboidrato (dois por dia)
• Saches de isotônico em pó (dois por dia)
• Lubrificante à base de teflon
• Lubrificante com mais viscosidade (úmido)
• Canivete de ferramentas
• Composto de fibras (farelo de trigo, gérmen de trigo, linhaça, açúcar mascavo e passas)
• 1,5 litro de água (mochila) + 1,4 litro de água (caramanholas)
• Farol e pilhas
• Câmeras fotográficas
• Câmara de ar reserva
• Kit remendo
• Duas camisas extras de ciclismo
• Uma bermuda extra de ciclismo
• Uma camisa manga curta
• Uma camisa manga longa
• Cuecas
• Meias
• Itens de higiene pessoal
• Medicamentos (analgésico e antiinflamatório – não foram usados)
• Toalha (podia ter ficado em casa, tinha nas pousadas e hotéis)
• Papel e caneta (para anotações diversas)
• Carregadores de pilha e celular
Peso total da mochila: 6,5 kg

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Dia 1 - Juiz de Fora / Sapucaia 17/10/2012
Expedição Xisdifora - Cabufa MTB

Finalmente o grande dia chegou. O rolé épico, minuciosamente planejado, estava prestes a começar. Como a negociação do pneu não se concretizou a tempo, resolvi de última hora completar o nível do selante no pneu velho.

Havia acordado pouco depois das 6h00. O dia estava nublado, com temperatura agradável. Tomei o café, fechei a mochila e fui mexer com o pneu traseiro.

A bike estava no stand de manutenção ainda. Tirei a roda, esvaziei o pneu, completei o líquido e fechei. Como o pneu não é o próprio para tubeless e sim um modelo comum de kevlar, tive dificuldades em inflar. Vazava ar e selante por toda a borda que havia desprendido do aro. Girei a roda, mudei a posição, mas nada. Resolvi encher no posto, com compressor. Pouco antes depois das 8h00 estava de volta na garagem, com pneu cheio e sendo colocado na bike. Lubrifiquei a corrente e transmissão, limpei a sujeira do selante que vazou no chão.

Tomei um banho, pois já tinha começado a suar pelo corre-corre e uma ponta de nervosismo antes da saída. Tudo pronto. Foto na porta de casa e pé na estrada. Saí às 9h34 de casa, passando pela Avenida Rio Branco em direção à Graminha. Não estava acostumado a pedalar com uma mochila tão pesada, então os primeiros quilômetros foram um pouco desajeitados até achar a posição certa e a regulagem adequada dos tirantes da bagagem.

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Tudo pronto, hora de partir

Vencida a primeira descida, atingi o asfalto da União Indústria e segui até Matias Barbosa, onde saí da estrada em direção à Serra do Mina. Dali em diante o primeiro desafio do dia: 6km de subida, partindo dos 494m e culminando em 782m de altitude. Descida até Sossego e mais uma subida de serra até Pequeri, aonde cheguei às 12h40. Pausa para o lanche.

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Vencida a Serra do Mina

A estratégia de alimentação todos os dias era tomar um café da manhã reforçado, iniciar a pedalada consumindo água e isotônico até por volta de 11h00, quando ingeria um sache de carboidrato. A partir de 12h00, parava na primeira lanchonete que encontrava e comia um salgado e uma lata de Coca-Cola. Seguia até 14h00, mais ou menos, onde ingeria o outro sache de gel e reabastecia a água, se fosse o caso. Caso julgasse necessário, tomava mais uma lata de Coca, para ajudar na reposição de sais minerais.

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Pequeri

Saí de Pequeri, agora já num trecho desconhecido por mim, sendo totalmente orientado pelo GPS. Acabou o calçamento da cidade e seguia agora por terra. Alguns quilômetros adiante surgiu uma bifurcação e, logicamente, segui pela esquerda devido à placa indicando Mar de Espanha por aquele lado. Inicialmente os caminhos seguiam praticamente paralelos e após cerca de 1 km percebi que tinha tomado a direção errada. Primeiro erro do dia.

Voltei e peguei o caminho correto, seguindo a indicação para Uricana. Começava aí uma descida longa e suave. Percebi que estava em um antigo ramal de ferrovia desativado, ao chegar à uma estação abandonada. A descida continuava, atravessando florestas de eucalipto. Cheguei então à estação de Estevão Pinto e, distraído com a edificação, segui novamente pela direção errada, acompanhando o leito da ferrovia. Logo percebi o engano, mas como havia um rio entre os dois caminhos e não havia notado nenhuma ponte, achei que poderia ter cometido um erro no traçado não percebendo a água e, como as vias estavam seguindo em paralelo, imaginei que logo surgiria uma ponte e as estradas se encontrariam. Lá na frente via um caminho transversal que julguei ser a ligação que esperava, porém antes disso surgiu uma porteira, indicando que estaria entrando numa fazenda, ao mesmo tempo em que o traçado que devia ter tomado virava bruscamente para a direita. A solução foi voltar e verificar onde havia errado e, justamente em frente à estação abandonada, havia um estreito caminho que mais parecia ser a entrada de um sítio que dava acesso a uma ponte estreita sobre o Rio Cágado. Novamente no caminho certo, segui a estrada prestando mais atenção ao GPS. Posteriormente verifiquei que realmente os caminhos se encontravam adiante, mas a decisão de não arriscar foi sensata.

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Estação de Uricana

A pedalada seguiu margeando o rio por um bom tempo, até que surgiu um pequeno aclive que me levou ao topo de uma colina por onde a estrada da esquerda conduzia à cidade de Mar de Espanha, chegando por trás da Igreja Nossa Senhora das Mercês. Segui contornando a cidade a leste, onde iniciou o terceiro desafio do dia, uma longa subida num estradão largo, pouco antes do local conhecido como Vale das Minervas, partindo dos 473m e culminando em 624m de altitude em cerca de 4km. A inclinação nem era tanta, mas a subida era penosa por já ter mais de 80km pedalados.

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Mar de Espanha

Deste ponto em diante, a maior parte do percurso foi em descidas longas, trechos planos e subidas curtas, pois Sapucaia estava a 228m de altitude. Até chegar à cidade, percorri um trecho de aproximadamente 8km bem monótono em estradão largo.

Logo avistei o Rio Paraíba do Sul e a ponte sobre a divisa dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Estava alcançado o objetivo do primeiro dia, mas ainda enfrentaria uma pequena batalha para me hospedar.

Chegando ao único hotel da cidade, que é cruzada pela BR393, fui atendido pela mulher que estava no lugar da recepcionista que, segundo ela, havia saído para resolver problemas pessoais e voltaria às 17h00. Eram 16h40.
- Boa tarde! Qual o valor da diária?
- Não tem vaga pra solteiro.
- E pra casal, qual o preço?
- Setenta reais.

Estava dentro do planejado, e como não tinha outra opção, respondi:

- Ok, vou ficar – já me encaminhando em direção do balcão, empurrando a bike, com capacete pendurado no guidão, diante de um olhar de poucos amigos da funcionária.
- Você vai colocar a bicicleta no estacionamento? – perguntou apontando para a porta lateral, que dava acesso a uma viela de portões abertos que conduzia ao estacionamento no fundo do terreno.
- Não, prefiro colocar no quarto.
- Ah moço, no quarto não pode não!
- Por quê?
- Porque ninguém nunca colocou!
- Ah, pra tudo tem uma primeira vez, né?
- Ah, mas aí você tem que resolver com a recepcionista, ela vai chegar às cinco. Se você quiser dar uma volta e voltar depois...
- Moça, desculpa, mas prefiro esperar aqui mesmo. Pedalei cento e dez quilômetros, então vou ficar por aqui. Me vê por favor uma lata de Coca. – já me acomodando no sofá, enquanto escorava a bike no joelho e tirava a mochila.

Passaram-se longos minutos até que apareceu a tal recepcionista. A primeira funcionária passou a bola:
- Resolve aí com ela – disse num ar meio debochado.
- Qual o problema? – perguntou a recepcionista.
- A moça disse que vocês não tem vagas em quarto de solteiro, certo? Então quero um quarto de casal. O negócio é que quero colocar a bicicleta dentro do quarto.
- Ah, não dá.
- Por quê?
- Ah, tem que subir escada.
- Moça, eu moro na cobertura de um prédio de quatro andares. Subo e desço sempre, isso não é problema – respondi mentindo descaradamente.
- Ah, mas é que o corredor é estreito. Aí a bicicleta não passa.
- Estreito como?
- Ah, assim ó – mostrando uma largura com as mãos de mais ou menos 50cm.
- Ué, então se aparecer uma pessoa gorda para se hospedar não entra? – o sarcasmo junto com o cansaço estavam assumindo o controle.
- Não, mas é que fica difícil.
- Moça, olha só. Se o problema é medo que a bicicleta danifique algo, eu me responsabilizo. Pode fazer um documento aí que eu assino e arco com o que for danificado.
- Mas no estacionamento fica bem guardado, o dono até guarda a bicicleta dele ali.
- Moça, desculpe, a bicicleta é cara e eu não confio. Se você assumir a responsabilidade...
A mulher começou a ficar numa situação difícil, tentou ligar para o dono do hotel sem sucesso. Ligou para o que imagino ser a gerente, que estava na padaria do outro lado da rua e nos assistia pela câmera de segurança, que também negou. Indaguei se podia conversar pessoalmente com a gerente, mas a resposta foi não.
- Qual o hotel mais próximo daqui?
- Ah, só em Além Paraíba...
- Qual a distância? – eu sem paciência.
- Uns trinta quilômetros.
- É... – cocei a cabeça.
- Mas no estacionamento ninguém rouba não. O pessoal deixa o carro aí tranquilo...
- Moça, carro é mais difícil de roubar que bike, né? Se você responsabilizar...
Pegou o telefone de novo, ligou para a gerente.
- O moço da bicicleta tá querendo ir aí falar com você... É, eu sei. Ele disse que se eu me responsabilizar... Tem aquela salinha... Eu liguei pra ele mas não atende. Tá. – desligou.
- Posso ir lá falar com ela?
- Peraí... – disse saindo em direção à tal padaria.
Não demorou nada e voltou:
- Vou quebrar seu galho...
Fez a ficha, e separou as chaves, já atendendo um casal de hóspedes que também acabava de chegar e aguardava o fim da batalha para ser atendido. Por fim, quando a mocinha pegou as chaves e pediu para segui-la, olhou para trás e soltou:
- Quero ver você subir agora... – num arzinho de superioridade e deboche.
- Pra quem já pedalou cento e dez quilômetros hoje, subir dois lances de escada não é nada.
Levantei a bike sobre a roda traseira, segurando no guidão e subi a escada sem frescura. Então fui entender o tal “por que” a bike não passa no corredor. Simplesmente a escada subia até o corredor, que era perpendicular a ela, que por sua vez dobrava à esquerda em outros 90º. A criatura achava que eu ia passar ali com a bike sobre as duas rodas... Tadinha! Seguindo esse raciocínio, o hotel nunca teria mobília.

Finalmente cheguei ao quarto, encostei a bike na mesa e descarreguei os equipamentos. Banho, rango e cama, não sem antes anotar os dados deste primeiro dia:

0km – Juiz de Fora – 9h34
52km – Pequeri – 12h40
63km – Uricana – 13h28
70km – Estevão Pinto – 14h06
78km – Mar de Espanha – 14h39
110,09km – Sapucaia – 16h38
Elevação acumulada: 2804m
Decesso acumulado: 3416m
Tempo de atividade: 07h04
Tempo pedalando: 06h21
Velocidade média: 15,6km/h
Velocidade média em deslocamento: 17,3km/h
Energia consumida: 5093kcal


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Altimetria do dia

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Roupa suja se lava... no hotel!!

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Dia 2 - Sapucaia / Duas Barras 18/10/2012
Expedição Xisdifora - Cabufa MTB

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Sapucaia

O segundo dia começou bem quente. Às 8h40, após um café reforçado no hotel, parti em direção a Aparecida, distrito local. Logo após a Igreja de Santo Antônio, começou a subida forte. O céu estava claro e o sol inclemente já cedo. Pedalei por 8km até atingir os 798m de altitude, lembrando que havia partido da casa dos 200m.

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Igreja de Santo Antônio, em Sapucaia

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Começava aí o sobe e desce. O relevo bem acidentado oscilava sempre entre 700 e 400m. Cheguei em Aparecida às 11h30, após 28 km pedalados. O ritmo tinha caído muito em relação ao dia anterior, por dois motivos: relevo e calor.

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Saindo de Aparecida, cruzei a rodovia BR116 e rumei para Sumidouro. A esta altura algumas nuvens tinham aparecido e amenizavam um pouco a temperatura. Pouco depois o céu limpou novamente e o sol continuou castigando. Mais uma dúvida em outra bifurcação, mas esclareci rapidamente com um morador nas proximidades.

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Aparecida, distrito de Sapucaia

O relevo mostrava-se bem mais acidentado que no dia anterior. Cheguei a Sumidouro, com 360m de altitude, às 13h15. Pelo ritmo da pedalada já começava a me questionar sobre o ponto de pernoite deste dia. Inicialmente o plano era parar em Bom Jardim, mas começava a cogitar uma redução e parar em Duas Barras.

Saindo de Sumidouro pela RJ148, me distraí com um desvio na pista, devido a um ponto onde o asfalto estava cedendo e não percebi a saída da estrada que devia tomar. E como o caminho seguia em paralelo, por algum tempo não notei o erro. Quando percebi, ainda tentei insistir achando novamente que os caminhos se encontrariam. Pedalei em vão, pois, como era de se esperar, tomaram rumos opostos. Voltei cerca de 2km até achar o caminho correto.

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Sumidouro

Seguindo pela localidade de Lajeado, fui atravessando fazendas e hortas, sempre subindo. Cultivo de berinjela, vagem e muitas hortaliças, o que parece movimentar a economia local. Vislumbrava antigas fazendas com paredões de pedras construídos por escravos. O aclive culminou em 842m de altitude, onde meu suprimento de água estava no final. Neste dia o contato com cidades e povoados foi muito pouco, então teria sido prudente me reabastecer de água em Sumidouro. Como não o fiz, tive que recorrer a uma casa à beira da estrada onde pedi água. Foi o único dia em que recorri ao segundo sache de isotônico na parte da tarde. Suava muito devido ao calor, então decidi repor os nutrientes a fim de evitar uma possível câimbra. Parei próximo a um bananal.

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Faltando 10km para chegar em duas barras, encontrei uma venda onde tomei uma lata de Coca e colhi algumas informações. Além disso, comprei mais água. Fui recomendado a me hospedar em Duas Barras, pelo custo mais em conta e pela curta distância a percorrer. Se resolvesse atingir Bom Jardim, seriam cerca de 30km a mais e várias subidas, objetivo que eu não deveria alcançar antes das 18h00. Como pretendia evitar pedalar no escuro, apesar de ter levado farol, estava tendendo a pernoitar em Duas Barras mesmo.

O trecho final era bem plano, com algumas descidas. Comparando com o resto do dia, esta parte foi bem tranqüila. Chegando a Duas Barras, pesadas nuvens se acumulavam no horizonte a nordeste. Como o rapaz da venda indicara, parecia que ia cair uma tempestade à noite. Diante da incerteza em relação ao clima, decidi finalmente por ficar aquela noite em Duas Barras.

Entrei na cidade e localizei a pousada que já havia pesquisado na internet. Como a proprietária já estava acostumada com hóspedes cicloviajantes, não tive nenhum problema em guardar a bike em local seguro e adequado.

Alojei-me, tomei um banho e parti para a refeição. Ao me pesar em uma farmácia, percebi que tinha perdido cerca de 2kg em relação ao peso antes de iniciar a viagem. Boa parte eu tinha certeza que era líquido transpirado no decorrer daquele dia, então não hesitei em repor cerca de um litro de Coca-Cola enquanto estava no restaurante. Macarrão à carbonara foi o prato do dia. Como mais tarde ainda era capaz de comer algo, apelei para uma porção de filé com fritas. Proteína, carboidratos e sais minerais estavam repostos. Fechei o dia com os seguintes números:

0km – Sapucaia – 8h40
28km – Aparecida – 11h30
46km – Sumidouro – 13h15
76,89 – Duas Barras – 16h12
Elevação acumulada: 2231m
Decesso acumulado: 1899m
Tempo de atividade: 07h32
Tempo pedalando: 06h05
Velocidade média: 10,2km/h
Velocidade média em deslocamento: 12,6km/h
Energia consumida: 5240kcal


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Altimetria do dia

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Dia 3 - Duas Barras / Sana 19/10/2012
Expedição Xisdifora - Cabufa MTB

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Muitas maritacas em Duas Barras

Após um excelente café da manhã, parti de Duas Barras às 9h10. A temperatura estava mais amena e as refeições da noite anterior pareciam ter fornecido toda a energia necessária para o pedal. O dia amanheceu com céu limpo, mas gradualmente foi nublando. A região, já adentrando na serra, exibia belíssimas formações rochosas bem escarpadas. O caminho ia serpenteando em vales entre os paredões. Avistava ao longe fazendas centenárias. Estava a pouco mais de 550m de altitude.

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Duas Barras

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Fazenda centenária

Logo deixei o caminho principal pela esquerda e iniciei uma subida forte em direção a Banquete, atingindo um cume de 877m. Realmente se este trecho tivesse sido percorrido no dia anterior, entraria pela noite ainda pedalando. E não teria me deliciado com uma jabuticabeira carregada de frutos providencialmente plantada à beira da estrada, na qual investi alguns minutos que no dia anterior seriam preciosos.

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Descendo novamente, alcancei a localidade de Banquete, distrito de Bom Jardim, a cerca de 600m de altitude. A região, cortada pelo Rio Grande, chamou a atenção por, vez ou outra, aparecerem no caminho placas indicando locais seguros em caso de chuva forte, frutos talvez de algum plano de emergência após as fortes chuvas de janeiro de 2011. Olhando com mais atenção nas margens do rio dava para perceber muito material arrastado pela correnteza, como troncos e lixo presos em obstáculos naturais.

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Banquete

Pouco depois entrava em Bom Jardim, cidade que não me chamou nenhuma atenção. Segui rumo a São José do Ribeirão, outro distrito de Bom Jardim, agora por asfalto. O trecho iniciou subindo suavemente. Parei em um posto de gasolina na saída da cidade, onde fui muito bem atendido, para tomar um refrigerante, deixando para comer alguma coisa em São José do Ribeirão.

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A subida suave continuava, culminando em 678m de altitude, descendo a seguir até 580m em São José do Ribeirão. No último quilômetro antes do distrito já estava novamente em estrada de chão. O local é bem pequeno, e todo o movimento se concentra em uma praça central. É o segundo reduto colonizado por europeus no estado, que vieram de Nova Friburgo, cidade à qual o distrito pertencia anteriormente.

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São José do Ribeirão

Sabia que dali em diante só poderia ter subida, pois a próxima parada seria São Pedro da Serra, local onde só era possível chegar após transpor a serra. Lembrava ainda do ponto culminante de todo o percurso: 1100m de altitude, localizado neste próximo trecho. Ou seja, havia muito a subir.

A temperatura continuava agradável e não havia sinais de cansaço. O estradão seguia, cada vez mais contornando o relevo que se tornava mais imponente em grandes pedras. No entanto, o deslocamento era tranquilo e o ritmo estava até acima do esperado. Uma subida contínua, mas suave. O céu nublado colaborava, pois já era início da tarde. Foi um longo trecho sem contato com civilização.

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Próximo dos 900m de elevação, cheguei em um campo aberto com extensas plantações de roseiras. Estava em Vargem Alta, outro distrito de Nova Friburgo, responsável pela produção de rosas, cravos, crisântemos e hortaliças. As culturas estendiam-se a perder de vista. Nunca tinha visto este tipo de plantação tão de perto.

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Vargem Alta

Segui mantendo o giro dos pedais, deixando toda aquela beleza para trás. Atingi os 1000m de altitude às 14h00, e pouco depois abandonei a estrada em que estava, que levava diretamente a Nova Friburgo, e segui à esquerda por um caminho para São Pedro da Serra. Nuvens escuras começavam a se avolumar no horizonte e cada vez ficavam mais próximas. Os paredões de pedra ficavam mais imponentes e lá no topo um nevoeiro começava a se formar, o popular “russo” estava chegando.

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Subindo mais um pouco, contornando propriedades com plantio de eucalipto que misturava-se ao relevo e à mata nativa, alcancei finalmente os 1100m, num ponto onde o GPS já começava a sofrer perdas de sinal e interferências devido aos obstáculos naturais. Logo se descortinou um horizonte magnífico com uma cadeia de montanhas ao fundo, no centro do qual estava a Pedra Aguda, que se destacava com seus 1340m de altitude do entorno, localizada no município vizinho de Barra Alegre.

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Pedra Aguda

A descida agora era tudo que restava neste dia. Percorri um longo trecho em meio à Mata Atlântica, até atingir São Pedro da Serra, despencando dos 1100m até 789m de altitude em um traçado bem sinuoso e divertido. Era excelente soltar os freios depois de tanta subida.

O tempo estava virando e ao entrar no distrito percebi uma fina garoa começando. A temperatura tinha caído e começava até a fazer um pouco de frio. O céu agora estava todo coberto por muitas nuvens escuras. Sem demora segui para Lumiar, outro distrito de Nova Friburgo, bem próximo. O local pareceu ser bem agradável e bonito, mas preferi não parar temendo pegar chuva no final do dia.

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São Pedro da Serra

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Lumiar

Agora já estava novamente no asfalto e assim o caminho continuou por muitos quilômetros. Uma longa descida onde a garoa, neblina e vento faziam a sensação térmica baixar mais ainda. Visitei o encontro dos rios Macaé e Bonito, acessado por uma pequena trilha à direita da estrada.

O tempo só piorava e comecei a rever meus planos para o trecho final deste dia. Estava previsto abandonar o asfalto à direita, cerca de 4km após a Ponte Santa Luzia, sobre o Rio Macaé. Até a ponte foi só descida e atingi os 500m de altitude. Em seguida uma subida que levava de volta aos 637m de elevação, com visuais deslumbrantes de onde se via o vale do Rio Macaé logo embaixo correndo aos pés da serra, com a Pedra Riscada ao fundo. A serração cobria o topo das montanhas e a garoa era intermitente. A descida continuava até os 550m e o trecho off road previsto retomaria uma subida até os 730m onde então desceria até encontrar novamente com a Rodovia Serramar no Portal do Sana.

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Encontro dos Rios Bonito e Macaé

Decidi continuar descendo o asfalto e evitar este último trecho, pois havia a preocupação com a possibilidade de chuva e com o anoitecer, pois havia perdido algum tempo fotografando o encontro dos rios. Apesar de servir para descansar e acelerar, este trecho foi um pouco monótono por ser somente asfalto.

A surpresa do dia ficou por conta da localização de Sana, pois achava que este distrito de Macaé se localizava próximo à rodovia. Havia feito confusão com o Portal do Sana, achando que por ali já teria pousada e estrutura para alimentação. No entanto, fui presenteado com mais 7km em estrada de chão, subindo (pois estava agora em 200m de altitude e chegaria aos 326m). Como não havia mapeado este trecho com o Google Earth, fui acompanhando as indicações para chegar ao arraial.

Pelas placas de propaganda de pousadas pelo caminho fui escolhendo onde ficaria e acabei me preocupando com algo que deixei passar despercebido no meu planejamento: era uma sexta-feira, dia em que há maior movimento de turistas chegando. Corria o risco de ter dificuldades em conseguir hospedagem. Algo que colaborou para acelerar a pedalada e chegar o mais rápido possível. Porém, tive a sorte do local estar vazio já que a previsão do tempo nos sites especializados indicar chuva para aquele final de semana, e acho eu que esta foi a causa de, logo de cara ter conseguido vaga em uma pousada muito boa e bem localizada, bem no centro do arraial. Queria algo perto de um local para poder comer, pois geralmente as pousadas não servem refeição noturna, e este era o caso.

Entrei em Sana às 17h40, botei a bike dentro do quarto sem qualquer objeção e me acomodei. Tomei um banho e fui dar sinal de vida para os familiares via orelhão, já que celular e internet ainda não chegaram naquele lugar.

Comi uma deliciosa lasanha de camarão e fui para o quarto tabular os dados deste dia:

0km – Duas Barras – 9h10
27km – Banquete – 11h10
34km – Bom Jardim – 11h35
41km – São José do Ribeirão – 12h05
53km – Vargem Alta – 14h00
66km – São Pedro da Serra – 15h05
72km – Lumiar – 15h19
105,11km – Sana – 17h43
Elevação acumulada: 2511m
Decesso acumulado: 2746m
Tempo de atividade: 08h33
Tempo pedalando: 06h50
Velocidade média: 12,3km/h
Velocidade média em deslocamento: 15,3km/h
Energia consumida: 5008kcal


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Altimetria do dia

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Dia 4 - Sana / Cabo Frio 20/10/2012
Expedição Xisdifora - Cabufa MTB

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Pousada em Sana

Começava o último dia da aventura. Após a já tradicional lubrificação dos componentes da bike, fui tomar o café da pousada. Tirei algumas fotos e fui fechar a mochila para largar. Nesta manhã senti falta de uma fruta, pois a maior parte dos alimentos eram pães e bolos.

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Sana

Sentia um cansaço nas pernas, que conseguia explicar por uma das duas situações: pela pouca ingestão de proteínas os músculos não haviam se recuperado totalmente do esforço do dia anterior ou o descanso não havia sido suficiente, já que havia cochilado assistindo televisão e só fui dormir para valar mesmo após meia-noite.

De toda forma, iniciei a pedalada com a mochila um pouco mais leve devido aos suplementos já consumidos ao longo dos dias e tinha colocado um pouco menos de água na caramanhola maior (cerca de 300ml), porque supunha uma pedalada mais tranqüila devido ao relevo menos acidentado. Apesar disso, como coletava esporadicamente algumas pedras pelo caminho, meus “souvenires” de viagem, acredito que tenha ficado praticamente empatado.

O céu estava claro e a paisagem era deslumbrante, com o Rio Sana correndo entre as pedras e um amplo pasto ao redor, emoldurado pelas montanhas. Boa parte da estrada era acompanhada pelo rio.

Bem à beira do caminho, encontrei uma casa com uma banca montada bem em frente, onde vendiam bananas. Pronto, resolvido o problema da falta de frutas. Queria comprar apenas uma banana, pois era para consumo imediato e nem tinha onde levar mais. A senhora que estava na casa, generosamente não quis cobrar e insistia que eu levasse mais, pois achava que uma só seria pouco. Agradeci, ficando apenas com uma mesmo, e segui meu caminho.

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Como este trecho inicial não estava no mapeamento inicial, não me atentei ao GPS e desci desnecessariamente ao Portal do Sana, onde percebi que já tinha passado do ponto onde iniciava o traçado programado do último dia e já estava fora da rota.

Voltei e vi que o traçado seguia pela Estrada da Boa Vista, cuja placa eu havia visto no dia anterior e notado que de cara havia uma subida bem íngreme. Sem pestanejar entrei na tal estrada e logo já estava bufando na subida. Até onde a vista alcançava era subida e o caminho se escondia lá em cima no meio da mata. Coroando tudo, uma montanha pontiaguda à direita. Lembrava da altimetria do último dia, que se iniciava com uma subida forte, mas não havia guardado qual era o desnível.

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O negócio era concentrar nos pedais e vencer a subida. Pedalei cerca de 3km e a subida não acabava. O calor só aumentava. A inclinação aumentou e a solução foi pular da bike e empurrar morro acima. Olhava para trás e a visão da Serra de Friburgo era belíssima, cada vez que subia mais, mais montanhas eu conseguia avistar e mais o horizonte se ampliava.

Em uma das últimas curvas havia um frondoso pé de jaca, onde parei sob a sombra para descansar. Que vista!

Faltavam cerca de 20m de ascensão para vencer a subida, o que dava uns 200m de caminhada. Cheguei lá em cima e logo o celular apitou mostrando que recebera um sms. Era a família querendo notícias. Aos 700m de altitude tentei mandar um sms, que ficou preso na caixa de saída. Como queria logo chegar, resolvi não ficar perdendo tempo tentando enviar e segui meu rumo.

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Topo da última grande escalada da expedição

Começou o último downhill do rolé: despenquei até os 90m de altitude, passando próximo à pedra Bicuda Pequena. Parecia que a descida não acabaria; a cada curva via lá embaixo o pasto dividido pela estradinha que nunca chegava. Eram cerca quase 11h00 e o calor intenso já tinha me levado a consumir boa parte da minha provisão de água.

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Bicuda Pequena

Parei em uma venda, comprei o tradicional refrigerante e completei a caramanhola com água. O próximo destino era Rio Dourado, distrito de Casimiro de Abreu. A altitude pouco variou daí para frente, apenas duas elevações no trecho até Rio Dourado passaram dos 120m. Nessa hora o sol brilhava forte e tornava as coisas mais difíceis. Algum vento contra impedia de prosseguir com maior velocidade. Nos momentos que não ventava, no entanto, o calor era infernal.

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Cruzei a BR101 e entrei em Rio Dourado, onde completei novamente os reservatórios de água, pois haveria um longo trecho a seguir sem comércio. Finalmente o sms enviado do alto da serra saiu do celular e começaram as comunicações informando previsões de chegada e a troca de notícias. Meu percurso novamente se confundiu com o da Rodovia Serramar, mas por pouco tempo. Fiquei aliviado, pois naquele trecho o tráfego de caminhões era intenso, ao contrário de Lumiar onde tal tipo de veículo é proibido. Logo abandonei a rodovia por uma estrada vicinal à direita e rumava agora entre várias fazendas, em uma imensa planície, em direção a São João da Barra, outro distrito de Casimiro de Abreu.

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Rio Dourado

O vento agora ajudava e o ritmo era constante, girando a quase 30km/h. Neste ritmo chegaria a Cabo Frio em cerca de duas horas. A última elevação na região, o Morro de São João (segundo alguns, um vulcão extinto) crescia ao longe. Passaria em seu sopé, admirando sua imponência.

Um pouco adiante, já avistando a leste algumas casas de Rio das Ostras, o estradão em que estava tomava a direção Sudoeste enquanto o GPS indicava Sudeste. Me restava pular uma porteira e seguir no singletrack em linha reta que rasgava o pasto e acompanhava a cerca que limitava uma fazenda. Com isso o ritmo caiu consideravelmente para cerca de 18km/h e meu horário de previsão de chegada começava a furar.

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Morro de São João ao fundo

Pedalei um longo trecho nestas condições, até aparecer outra porteira, esta com um passa-um, e o caminho embicar para SSW margeando um trecho de mata preservada. Finalizei o singletrack em outra porteira que tive que pular e finalmente fazia novo contato com a civilização. Estava chegando em Barra de São João.

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O lugar chamou atenção principalmente por seu casario histórico, bem preservado, às margens do Rio São João, que é limítrofe entre Cabo Frio e Casimiro de Abreu. As construções abrigaram órgãos públicos na época em que o distrito era a sede do município. Num cemitério próximo está enterrado o filho ilustre da cidade, o poeta Casimiro.

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Barra de São João

Em poucos metros deixava para trás o calçamento de paralelepípedos da área histórica e entraria no asfalto da Rodovia Amaral Peixoto (RJ 106). Atravessando a ponte sobre o Rio São João, uma ponte antiga que está em ruínas, mais próxima à foz do rio, chamou a atenção. Foi construída em 1942 para atender uma ferrovia que nunca funcionou plenamente. Foi desativada em seguida e o tráfego de automotores foi direcionado para ela, cuja estrutura começou a dar sinais de colapso em 1959, quando ficou autorizado somente o trânsito de pedestres. Foi construída a atual ponte e a antiga ruiu na década de 1970.

A rodovia seguia, bem movimentada. Agora o objetivo era chegar o mais rápido possível. A parte mais divertida tinha ficado para trás e a ordem agora era fazer força nos pedais. Com o vento a favor, a velocidade oscilava entre 33 e 38km/h. O GPS apontava pouco mais de 20km para chegar. A vontade de chegar era tanta que parei de prestar atenção ao traçado no aparelho e me ater apenas em dados como velocidade, distância faltante e tempo faltante para a chegada.

Passei pelo trevo que dava acesso a Búzios. Num dos traçados iniciais uma das rotas passava por ali, quando ainda pensava em 5 dias de pedal, mas cortei a cidade na edição final. Foram tantas alterações de traçado, principalmente na região serrana, que me preocupei mais em estudar aquela parte do percurso detalhadamente. No litoral não tinha mistério, era seguir para Cabo Frio. E com isso, me esqueci de um pequeno trecho off road que seguia entre a estrada Cabo Frio / Búzios e a rodovia em que estava. Em uma das trocas de função do GPS notei que estava fora do traçado. Vi que tinha percorrido cerca de 2km além do ponto onde deveria ter saído da estrada.

Pensei bem e a vontade de chegar logo falou mais alto. A lógica era de que pelo asfalto chegaria mais rápido, com menos esforço. Optei por não voltar ao ponto e sim permanecer no asfalto, já que sabia que esta rodovia passava por Cabo Frio. E com esta idéia prossegui esmagando os pedais, mantendo a velocidade alta. Longas retas se sucediam e a distância de chegada não diminuía. Estava abrindo uma volta ao redor do meu ponto de chegada. Sabia que em dado momento o número ia cair, pois o aparelho recalcula a distância quando se afasta muito da rota inicial.

Com isso, em certo ponto o número pulou para os 18km. Pouco depois eu cheguei em São Pedro D’Aldeia, às margens da Lagoa de Araruama. Faltavam cerca de 17km para o ponto de destino, mas o vento agora era contra. A velocidade caiu para míseros 13km/h e melhorava somente quando o vento soprava lateralmente ou mesmo a favor. Segui naquele esforço final até a entrada de Cabo Frio, onde o vento amenizou um pouco.

Logo estava avistando a bandeira brasileira sobre o Morro da Guia e cruzando o Canal do Itajurú sobre a ponte Feliciano Sodré. Segui em direção ao bairro da Passagem, para enfim, chegar ao Forte de São Mateus. A missão estava cumprida.

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Finalmente a praia!

Resumo do dia:

0km – Sana – 8h40
22km – Bicuda Pequena – 11h00
40km – Rio Dourado – 12h00
61km – São João da Barra – 13h30
93km – São Pedro D’Aldeia –14h47
110,92km – Cabo Frio – 15h47 (Forte de São Mateus)
Elevação acumulada: 1397m
Decesso acumulado: 1607m
Tempo de atividade: 07h24
Tempo pedalando: 06h06
Velocidade média: 15,0km/h
Velocidade média em deslocamento: 18,1km/h
Energia consumida: 5139kcal


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Altimetria do dia

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Souvenires

Resumo da viagem:

Total percorrido: 403,01km
Elevação acumulada: 8943m
Decesso acumulado: 9768m
Tempo de atividade: 30h33
Tempo pedalando: 25h24
Velocidade média: 13,19km/h
Velocidade média em deslocamento: 15,9km/h
Energia consumida: 20480kcal


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Altimetria da viagem

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Terça-feira, Julho 24, 2012

Fazenda São Bento 19/02/2012
Níveis de perrengue: 2 e 5

Pouco depois das 9h00 da manhã os carros passaram pela última porteira. Estavam chegando à sede da Fazenda São Bento, em Santa Bárbara do Monte Verde. Eu e Júnior nos reuniríamos ao João para um belo rolé na região.

Após verificarmos os equipamentos e terminarmos todos os preparativos, iniciamos a pedalada em direção ao estradão de acesso da fazenda. Porteira após porteira, fomos embrenhando na propriedade por caminhos tortuosos que foram se estreitando e atravessando riachos até culminar em um belo singletrack. O trecho de subidas curtas e técnicas logo no início serviu para aquecer os bikers. Em pouco tempo, esgueirando entre pedras e galhos, o trio via a montanha coberta por generosa porção de mata atlântica se aproximar e envolver o caminho. Daí vinha o nome deste belo recanto, batizado de Anfiteatro: a montanha em meia-lua, como que um camarote, rodeando o vale com suas nascentes. Um verdadeiro espetáculo.

Chegamos até onde a floresta permitia. Alguns arbustos já sinalizavam com seus espinhos que estávamos não avançaríamos muito naquela direção. Admiramos a natureza de onde julgamos ser o limite pedalável e dali voltamos pelo mesmo caminho, até atingirmos novamente a estrada principal, por onde seguimos em direção aos eucaliptos.

Adentramos a floresta de manejo e fomos subindo em ritmo moderado devido ao calor, poupando energia para as surpresas do caminho. Mais algumas porteiras e, algum tempo depois, estávamos rumo ao local conhecido como Berra Onça, em uma descida alucinante com muitas curvas e algumas pedras soltas. Deu vontade de passar um dia somente subindo e descendo aquele trecho várias vezes, uma vez só foi pouco.

Fizemos uma pausa em um ponto d’água em uma casa abandonada e continuamos atravessando mais porteiras, cruzando com o gado no caminho e iniciando a subida de volta à sede da fazenda. Para completar o rolé, ainda fizemos uma volta mais externa, num trecho mais veloz e finalizamos refazendo o trecho pelos eucaliptos e tomando uma variante à esquerda que nos levou ao ponto de partida, totalizando 24,5km.
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Terça-feira, Junho 05, 2012

Filgueiras / Fazenda Continente 19/11/2011
Níveis de perrengue: 2, 3 e 8

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Apesar do clima durante a semana não estar dos melhores, as negociações de rolé rolaram fortes. Por fim foi decidido o horário de saída, 8h30, na Mexicana. Pouco antes de sair percebi que o pneu dianteiro estava murcho, problema que vinha notando semanalmente antes dos rolés mais curtos, mas que diante de um rolé maior e da possibilidade de lama resolvi consertar. Era melhor perder um tempo antes do rolé e achar facilmente um pequeno furo de espinho na calmaria da garagem do que no meio da chuva, com o barro dificultando tudo, caso o furo abrisse mais e tivesse que reparar na trilha. Após o rolé passado, da Remonta, o equipamento estava bastante castigado pela lama, que ignorei devido à preocupação com os carrapatos. Assim, lubrificação e funcionamento de algumas partes como pedais e câmbios deixava a desejar. Com menos de meia hora de prazo para terminar, tinha várias coisas a fazer além da preparação habitual. Pouco mais de 10 minutos de atraso puderam evitar problemas na trilha. Além do pneu colado, improvisei uma limpeza nas partes móveis da bike e lubrifiquei de forma que, para aquele rolé, tudo funcionaria satisfatoriamente.

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O grupo de sete bikers finalmente largou. Estavam presentes Bruno Lima, Dácio, Digão, Marcelo Mazão, Rodrigo Dias, Thiago e eu. Em menos de meia hora, dois pneus furados na bike do Dácio. Ainda estávamos no asfalto, foi tranquilo de resolver. A esta altura começava uma garoa fina, a mesma que na semana anterior tinha sido frequente. Ela nos acompanharia pelo resto do rolé.

Saindo por Linhares, seguimos em direção à Pedra do Yung e de lá até Filgueiras, onde descemos pela trilha do campinho, que na verdade é uma estrada vicinal estreita (em alguns trachos só passa um carro por vez). De relevo suave, com a maior parte em declive, permitiu boa velocidade até onde a lama nos segurava ou ameaçava tirar nosso controle pela falta de atrito pneu/solo. A parte arborizada é ainda mais divertida, pois tem mais curvas e obstáculos como pequenas valetas e blocos de pedra enterrados que garantem mais ação.

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Chegamos ao asfalto da MG353, onde continuamos descendo no sentido de Coronel Pacheco. O piso, que antes do rolé estava praticamente seco após a chuva da noite de sexta, já estava úmido de novo, mas não encharcado. Descemos até a localidade de Ribeirão de Santo Antônio, onde iniciamos a subida de uma estrada calçada de pedras que logo virou terra, para nossa alegria. Seguimos entre vales com pastos, atravessando propriedades, e dá-lhe frio. Vez ou outra a chuva apertava, mas nada que molhasse de verdade. Começava a piorar a condição do piso. Alguns filetes de lama se formavam ao longo dos single tracks que encontramos e em alguns pontos bolsões de barro se formavam.

Atravessamos as porteiras e a cada curva se descortinava nova paisagem mais bonita que a anterior. Os morros estavam cobertos pela neblina e nevoeiro. O nível técnico exigido pelas trilhas foi aumentando. Pedras soltas surgiam, trechos erodidos, arbustos, árvores com galhos baixos que pendiam sobre a trilha, pesados com a água da chuva. A batalha contra os obstáculos era levada adiante, com os bikers levando vantagem. Escorregões, rabeadas da bike, tudo acontecia ao mesmo tempo em que o barro começava a grudar. Comprei o terreno ao tentar alternar entre dois single tracks que corriam paralelos (ou dual track, como disse o Rodrigo), mas nada sério. Faz parte, o esporte é esse. A diversão do sábado de manhã estava garantida.

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Atingimos o estradão da Enseada e seguimos contornando o Morro do Microondas por sua face oeste até alcançarmos novamente a MG353 na altura de Grama. Fizemos uma parada numa padaria próxima para recarregar as energias, com direito a esporro da vizinha por usar a água dela para lavar o rosto e as bikes.

Retomamos a pedalada descendo pelo asfalto até o Recanto dos Lagos, que atravessamos em direção ao Linhares. No cume avistamos o Morro do Cristo, ao longe, sinalizando que ainda teríamos cerca de 10km até o centro. Dali em diante a maior parte do terreno era descida ou plano, o que a esta altura era extremamente bem-vindo.

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Completamos o rolé no centro com 60km percorridos, 1200m de ascensão acumulada e média de 17,5km/h.
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Sábado, Dezembro 31, 2011

Trilha da Remonta - novo filme

O vídeo abaixo é parte do filme gravado na Remonta entre julho e dezembro de 2011. Além do registro dos rolés, a primeira parte do filme mostra o XTERRA Camp, etapa de setembro, disputada sob chuva. Com 47 minutos, o curta registra a trilha em várias condições, desde poeira até lama. O trecho abaixo mostra entre a Curva do Boi e o Cotuvelo.




O trecho abaixo mostra entre a porteirinha vermelha depois do primeiro trecho de mata após a represa e o final da trilha. Começa com um capote meu entre as árvores. O vídeo completo mostra muitos outros. Na sessão estão Leandro Leiva, David, Mazão, Digão, Walter, Artur, Dácio, Bernardo, Fabrício e eu.


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Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

XTERRA Estrada Real - Tiradentes 23/10/2011
Níveis de perrengue: 2, 3 e 8

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4h50 da manhã. O despertador soa insistentemente enquanto do lado de fora a chuva contraria todas as previsões meteorológicas de toda a semana anterior. Desde o domingo anterior todos os sites indicavam 0mm de pluviosidade, o que dia após dia foi, literalmente, por água abaixo.

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No sábado a situação se agravou. Por volta de 11h00 a chuva caiu forte e permaneceu constante ao longo do dia, varando a noite. Vindo de uma semana de chuvas esparsas, o que não foi suficiente para encharcar o terreno, havia ainda uma esperança de tempo firme durante a prova. Brotava aí a dúvida sobre as condições na pista. Informações de mau tempo em Tiradentes começavam a pipocar na internet.

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Na madrugada de domingo, vendo que não havia trégua na chuva, decidi desmontar a bicicleta e transportá-la dentro do carro para poupar o equipamento. Na tarde anterior já havia aberto mão de fazer uma limpeza estética em favor de uma limpeza mecânica mais detalhada e uma boa lubrificação para tempo úmido, buscando uma sobrevida no bom funcionamento da relação em caso de mau tempo.

Em pouco tempo as peças disputavam espaço com ferramentas, sapatilha e outros acessórios do kit de viagem, preparados de véspera.

A viagem em direção a Tiradentes iniciava com certo atraso devido ao tempo gasto com o plano B do transporte da bike, tendo ainda a certeza de mais outra parcela de tempo a ser gasta entre a chegada ao destino e a largada da prova para a remontagem, além do previsto para a retirada do kit, troca de roupa e fixação dos numerais.

Na estrada, a cada quilômetro, o tempo não dava sinais de melhora e decidi que alinharia o desânimo para alinhar começou a aparecer. Num rolé se a chuva cai durante o rolé, em alguns casos, é até bem-vinda. Mas já sair debaixo de chuva não é nada bom.

Saindo de Barbacena fui encontrando outros carros carregando bikes. Percebi que não era o único louco naquela empreitada. Pelo menos eu e outros três malucos estaríamos na trilha dentre em breve.

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Chegando a Tiradentes vi que bem mais que quatro bikers estavam dispostos a se embrenhar na Serra de São José. Sob chuva retirei o kit, montei a bike, troquei de roupa, coloquei as ferramentas no bolso, calibrei o GPS, fiz um lanchinho pré-corrida e fui receber o carimbo na perna da minha categoria. Recebi uma lata de energético de brinde e me dirigi ao bolsão de largada para alinhar. Pouco mais de 100 atletas se agrupavam para o início da prova que seria em um comboio controlado que percorreria 8km. A chuva reduziu um pouco, mas não parou. Por alguns instantes foi possível até esquecê-la.

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Dado o sinal de largada, os bikers inicialmente deram o tiro, mas foram contidos pela organização que segurava o ritmo. Por entre os casarios históricos o pelotão foi se deslocando. As construções davam um charme à parte ao percurso, mesmo sendo um trecho urbano e calçado de pedras. O deslocamento se deu até Santa Cruz de Minas, onde fizeram um retorno até a parada sob outro pórtico à beira do caminho, de onde foi feita a largada cronometrada.

O pelotão voltou até o ponto da primeira largada (cerca de 7km) pelo caminho da ida, de onde de fato iniciou-se a marcação de quilometragem, para a surpresa de muitos.

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No quilômetro 3 (ou 10, se levar em consideração o “trecho surpresa”), começava a primeira subida forte. De cara o primeiro bolsão de lama indicava como seria a condição do terreno durante a maior parte da prova. Manter-se sobre a bike era o maior desafio. Manter-se de pé era um grande desafio. As subidas iniciais foram de empurra-bike, aos trancos e barrancos (e escorregões) os atletas foram empurrando seu equipamento morro acima. Escolher mal onde pisar poderia ser a deixa para um tombo. O comentário geral era de que quando a esmola é muita, o santo desconfia: Red Bull, Gatorade e água distribuídos fartamente na largada só poderiam ser sinal de roubada à frente.

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A chuva caia insistentemente. A água fria há muito já tinha esfriado meu lado competidor (na verdade isso não é muito difícil), mas aguçou o lado aventureiro. O único objetivo era aproveitar o rolé, que tinha todos os ingredientes para ser memorável. Grossas raízes cruzavam o percurso, intercalados por curvas fechadas e grandes blocos de pedra encravados no solo. O local era belíssimo e o clima, principalmente no meio da mata, onde chegava a baixar um fraco nevoeiro, dava ares de mistério ao percurso.

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Este, por sua vez, foi um caminho de limites. Por inúmeras vezes a situação se equilibrava na tênue linha que separa a diversão da roubada. O limite entre o controle e a falta dele. O limite do equilíbrio e a luta contra a gravidade e a falta de atrito dos pneus com o solo para mantê-lo. Limite da paciência em limpar relação e pneus para permitir o giro livre das rodas e aliviar o peso para carregar a bike nas costas por vários metros em diversos pontos. Limite entre o calor do corpo e o frio da chuva.

Nos trechos de floresta, a água se acumulava nas folhas e grossos pingos precipitavam-se das árvores, dando impressão de que a chuva estava ainda mais forte. Os estalos das gotas batendo no capacete eram uma constante. A água se misturava ao suor e escorria nos olhos. Do solo, em vários trechos, o som que vinha dos pneus chapando a lama ocultava outros ruídos. Os óculos embaçavam, mas era impossível dispensá-los sob pena de respingar lama nos olhos.

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A lubrificação feita na véspera e os esforços para poupá-la no transporte deram resultado. Pelo menos nos primeiros dois terços do percurso o equipamento funcionou muito bem, ou pelo menos tão bem quanto possível diante de uma situação tão extrema onde todo o conjunto era constantemente posto à prova. Freios deixaram na mão antes disso, tendo um desempenho razoável. No final já não existiam mais sapatas de freio, o atrito “ferro com ferro” fazia um ruído horrível e, logicamente, não garantiam uma frenagem segura ou eficiente. Apenas em duas trocas de marcha ocorreu chain suck.

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A lama, na verdade, não era o pior dos problemas. A situação mais adversa era o barro, que grudava nas rodas travando-as, deixava a bike pesada, bloqueava câmbios e entrava entre as travas das sapatilhas deixando tudo mais escorregadio. Ora se avançava empurrando a bike com a roda travada, mesmo com todo o esforço que isso exigia. Ora voltava-se um pouco a bike de ré para eliminar os excessos de barro. Ora socava-se a bike contra o chão para cair o barro. Ora limpava-se a bike com gravetos para aliviar o peso e colocar a bike nas costas. Mas o que era mais eficiente era água. Nos pontos de hidratação (e nisto a prova estava muito bem servida), geralmente a quantidade de copos de água mineral para os bikers era o mesmo utilizado para jogar na corrente e onde mais fosse necessário. Na falta destes, riachos e lagos eram banheiras naturais para as bikes que eram jogadas dentro d’água para serem lavadas.

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Apesar disso muitos foram vítimas da lama, seja por tombo ou por arrebentar a corrente da bike devido à combinação esforço / sujeira. Era fundamental condicionar a pedalada para evitar muito esforço em marchas de câmbio cruzado. Valia a pena cadenciar mais rápido do que se deslocar mais rápido. Tamanha era a quantidade de lama que alguns, ao furar um pneu, abandonavam a câmara usada graças à dificuldade para manuseá-la.

A estratégia para evitar tombos era permanecer nas valas longitudinais onde corria a água. Como este era o ponto mais baixo, qualquer traçado diferente era forçado contra a gravidade. Pela falta de atrito, invariavelmente a bike voltava à vala sem aviso, e isto nem sempre era uma coisa suave.

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Com todo o perrengue, a duras penas o percurso foi sendo vencido. Com a chuva os computadores de bordo falhavam frequentemente, e a marcação sendo a cada 5km fazia com que os bikers perdessem a noção do quanto haviam pedalado. As informações com os fiscais de prova eram desencontradas, muitos informavam a distância errada e os atletas eram surpreendidos quando encontravam as placas de marcação. Da metade da prova em diante, onde eram mais freqüentes os bolsões de barros, a prova se desenrolou mais devagar. Pedalava-se muito e a sensação era de que pouco havia sido percorrido.

Nos trechos mais pesados chegava a passar na cabeça a idéia de abandonar a prova. O psicológico, muitas vezes era mais desafiado que o físico. A medalha de survivor nesse caso servia de incentivo e meta a ser alcançada.

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Aos 35km (42km com o “trecho surpresa”), após um trecho de quase 1km de empurra-bike no barro, onde a solução era trazer a bike no pasto paralelamente à trilha, uma mangueira ao pé da cerca de uma fazenda ajudou bastante a amenizar os problemas do barro na relação e freios. A lubrificação, a esta altura, já tinha dado seu último suspiro. Durou muito, diga-se de passagem. O Finish Line verde me provou que funciona de verdade, mostrou a que veio.

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Sem pastilhas, o freio estava xoxo e para funcionar basicamente a solução era bombear a manete até o pistão encostar-se ao anteparo da sapata e esta se atritar com o disco. Atravessar dois riachos pouco antes da chegada só serviu para limpar a bike e as sapatilhas, pelo menos o tanto que uma passagem rápida na água poderia fazer diante de tanto barro.

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Completei em pouco mais de 5 horas, ainda sob chuva, mas com a sensação de vencer um grande desafio pessoal. Não contra outros atletas, pois desde o início não disputei nenhuma posição. A batalha foi contra os obstáculos naturais, contra a chuva e contra os limites impostos por mim mesmo diante das dificuldades do percurso.

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Depois disso tudo, não teve jeito. A bike foi parar na oficina no dia seguinte para revisão geral. Palavras do mecânico: "tinha mais lama do que graxa dentro da sua suspensão".
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Domingo, Novembro 27, 2011

Cachoeira do Arco-Íris 01/10 e 06/11/2011
Níveis de perrengue: 1, 3, 4 e 7

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Na onda das trip trails, o destino desta vez foi a Cachoeira do Arco-Íris. Juntando informações de diversas fontes, montamos o roteiro e partimos em duas datas para o rolé. Na primeira vez fui com Ciro e Filippe, na segunda com o Bernardo.

Partimos do posto de gasolina na entrada 3 de Lima Duarte. Os 4,5km iniciais foram no asfalto, na BR267, e serviram para aquecer as pernas. Abandonamos a rodovia iniciando uma subida moderada em estradão até as proximidades do quilômetro 9. Deste ponto era possível observar o que nos esperava: a face oeste da Serra de Lima Duarte. Uma pequena descida e um curto trecho plano antecediam a parte mais desafiadora.

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Bernardo

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Bernardo e Wagner

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Bernardo

A diferença a partir deste ponto nas duas vezes em que estivemos lá foi o clima: na primeira vez subimos a serra sob forte sol, que contribuiu para dificultar a subida. Já na segunda vez, a temperatura estava bem mais baixa.

Partimos de 860m de altitude, após uma porteira onde o estradão bem conservado acabava e iniciava-se um trecho de subida forte bastante erodido e com pedras soltas, que muito lembrava em sua primeira parte a subida da Serra da Babilônia, na Fazenda da Fortaleza de Sant’Anna. A inclinação, com freqüência, ultrapassava os 30%, com um pico de 36%. Esta primeira parte culminou em 1073m de altitude após cerca de 900m de deslocamento (inclinação média de 23,6%).

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Bernardo e Wagner

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Ciro, Wagner e Filippe

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No trecho seguinte, um pequeno alento que mesclava plano e descida. O terreno já começava a mudar sensivelmente e bolsões arenosos se alternavam no caminho. Passamos próximo a uma casa e reiniciamos a subida, entrando em um trecho mais arborizado. A areia tornara-se mais frequente e a pedalada ficava mais penosa à medida que avançávamos. O trecho lembrava muito a subida do pico da Lombada, em Ibitipoca, por começar a apresentar uma vegetação de candeias e muitas bromélias, além da camada de cascalho branco que recobria o solo preto. Sem dúvida uma das piores subidas da região. O prêmio veio aos 1270m de altitude, ponto mais alto do rolé, após penosos 1,2km de subida. Do alto víamos boa parte do trecho que havíamos percorrido até ali, pouco menos de um terço do rolé todo, mas que era responsável pela maior parcela do desgaste físico daquele dia.

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Refeitos após apreciarmos a paisagem, retomamos a pedalada transpondo alguns bolsões de uma areia grossa e cinzenta, talvez suja pela argila seca do caminho, que nos impedia de pedalar. No cume o caminho fazia uma mudança brusca à esquerda, rumando para o sul. Uma nova paisagem se descortinou, de altos montes cobertos pela floresta com clareiras brancas de areia. O sol, nas duas investidas por estas bandas, brilhava forte. Iniciamos uma descida forte, recheada de longos trechos de areia que testavam nosso controle sobre as bikes. Os toques no freio tinham que ser sutis, e somente no freio traseiro. A roda dianteira tinha que rodar livre, qualquer movimento mais forte tirava a frente da bike do curso, que se enterrava de lado levantando poeira.

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Bernardo

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Bernardo

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Ciro

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Filippe

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Passando esta parte mais crítica, encontramos uma casa de sapé, cercada de pequenos eucaliptos. Continuamos nossa descida, encontrando diversas vezes trechos arenosos. Como em Ibitipoca, as variações do tipo de solo eram freqüentes. Atravessamos algumas porteiras e cruzamos um curso d’água que saltitava no meio da mata alimentando a cachoeira que visitaríamos.

Seguimos vencendo o relevo, que vez ou outra nos surpreendia com alguma pequena subida. Nas empoeiradas descidas soltávamos os freios, curva após outra, até que encontramos uma placa indicando a Cachoeira Garganta e Cachoeira do Y. Enveredamos pelo singletrack, por cerca de 500m, até achar uma bela surpresa: uma piscina natural com uma cachoeira ao fundo. A parada foi obrigatória, fizemos ali nosso lanche e nos refrescamos na água fria que vinha das montanhas.

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Revigorados, voltamos ao caminho planejado e a pouco mais de 1km à frente paramos no nosso destino, a Cachoeira do Arco-Íris, uma queda de mais de 50m. Um grande paredão circundava a cachoeira, sendo que o bloco da direita tinha inclinação negativa. O vento que soprava frontalmente levantava uma névoa de gotículas de água. Encostamos as bikes nas árvores, tiramos os acessórios e fomo aproveitar aquela maravilha.

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Filippe

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Bernardo e Wagner

Cerca de meia hora depois continuamos nosso percurso, agora por um estradão de uso contínuo. O caminho de volta não reservava grandes atrativos, exceto por uma longa descida que garantiu alguma adrenalina final. O restante era um sobe e desce numa estrada de terra bem larga, onde girávamos os pedais mantendo boa velocidade até atingirmos o asfalto, a poucos metros de onde havíamos deixado a rodovia no início do rolé.

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Apesar de ser uma volta de apenas 38km, é um circuito bem pesado que facilmente se equipara a um rolé de 70km em condições normais.

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Sábado, Novembro 26, 2011

Trilha da Invernada / Torreões 24/09/2011
Níveis de perrengue: 1, 5, 8, 9 e 10

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7h00 da manhã, nada do Bernardo no ponto de encontro. Calibrei os pneus, o GPS já estava ligado. Liguei e o telefone não atendia. Havia recusado um rolé pelas imediações de Lima Duarte / Ibitipoca e agora teria que pedalar sozinho. Não desanimei, afinal o mountain bike é um esporte onde basta você e sua bicicleta para haver diversão. E para valer ter recusado um convite para Ibitipoca, teria que cumprir o roteiro planejado para hoje.

Após as últimas competições, queria aproveitar o mountain bike em sua essência: a auto-suficiência, a resistência física e a busca por aventuras em lugares novos. O caminho escolhido foi uma miscelânea de percursos pesquisados entre internet, Google Earth e trajetos conhecidos.

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Parti então rumo à BR040, de onde saí pegando o Barro Branco e posteriormente a Porteira Vermelha. Continuei descendo pela estrada do Rancho’s em direção a Humaitá. Até aí nenhuma novidade, só velhos caminhos. Quase 2km após a saída do Cimentado, subi à direita pegando um caminho que encurtou meu traslado até a antiga Cachoeira de Humaitá. Monitorando o percurso pelo GPS, adentrei um pasto seguindo um tênue singletrack que enveredava subindo suavemente no vale adiante. Ali tive meu primeiro contratempo, o pneu traseiro furado. Pacientemente troquei a câmara, não tinha qualquer compromisso com o tempo.

Parti pela trilha, cujo piso variava entre terra seca e uma grossa camada de folhas caídas. Rapidamente alcancei uma cerca, onde havia alguma tronqueira que não consegui localizar, pois a trilha seguia adiante entre uma floresta de eucaliptos. Sem pestanejar, pulei a cerca e prossegui. Entre as árvores a trilha exigia mais técnica, alguns galhos caídos e curvas mais abruptas mudaram sensivelmente o estilo do caminho.

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Havia várias bifurcações. Apesar da curiosidade, segui o traçado indicado pelo GPS e logo a trilha chegou em um estradão, não muito largo, que contornou vários morros em um sobe e desce suave. O caminho foi se estreitando e dando, cada vez mais, sinais de que o trânsito por ali se restringia a uns poucos automóveis de sitiantes. O estradão terminava dentro de uma propriedade no meio de um vale, porém paralelamente à cerca iniciava um singletrack que subia pelo flanco direito. Lá no alto uma porteira.

Os barulhentos tucanos, no topo do morro, ao notarem minha presença, voaram. Ao contrário dos carrapatos, que pareciam me esperar na folhagem que margeava a trilha. O caminho ia seguindo entre pequenos arbustos e touceiras. Novamente terminou em um estradão. A paisagem ao redor lembrava bastante alguns pontos de Ibitipoca: maciços rochosos nas encostas, árvores que lembravam as candeias, musgo pendurado em alguns galhos, grandes desníveis entre as escarpas.

O estradão adentrou outra floresta de eucalipto e ao passar em uma curva, o pneu dianteiro começou a esvaziar rapidamente. Havia sido furado por um pequeno pedaço de lata. Parei, desta vez para colar a câmara. Com o reparo feito, subi novamente na bike e prossegui entre os eucaliptos.

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Não muito distante dali, encontrei um trecho já conhecido da rota entre Juiz de Fora e Lima Duarte. Faltava pouco para chegar a Pirapetinga. Assim que saí dos eucaliptos, saí do caminho principal pela esquerda, já avistando o Rio do Peixe a montante da UHE Picada.

O caminho, por ser uma via secundária, era ainda menos usado. Em pouco tempo começaram a aparecer algumas placas na cerca indicando que se tratava dos limites da área de preservação permanente da hidrelétrica. O GPS indicava um caminho que ia paralelo à cerca, então tudo bem. Ao chegar em uma propriedade e GPS indicava que o caminho prosseguia à frente, num trecho onde o mato estava alto, porém quebrado pela passagem de animais e talvez até de algum veículo.

Começava neste ponto a parte de maior perrengue do rolé, pois o caminho há muito deixou de ser frequentemente utilizado. Em alguns lugares era possível ver ainda um resquício de singletrack, mas o mato progressivamente ia tomando a trilha. Sempre subindo, em alguns pontos era impossível pedalar. O visual do entorno era muito bonito, dava para ver o Rio do Peixe de cima, margeado por duas grandes porções de mata atlântica.

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Quando a trilha começou a descer, o GPS foi primordial porque havia várias mudanças de direção que o mato havia encoberto. Em certo ponto tomei um capote ao prender o pedal em um pequeno toco de árvore escondido em uma touceira. Sem mostras de melhora e a cada vez avançando mais mato adentro, o desejo de que o caminho abrisse era crescente. Voltar não era opção.

O caminho seguia baixando mais e mais, embrenhando no vale. De repente um songletrack praticamente limpo apareceu e coincidiu com o traçado do GPS. Por um instante tudo pareceu melhorar. Deparei-me com as ruínas de uma pequena ponte de madeira, onde apenas as longarinas ainda estavam de pé. Era a transposição de um pequeno córrego, afluente do Rio do Peixe. Do outro lado, as condições do caminho estavam melhores ainda. Uma queimada recente parecia ter limpado o excesso de mato e restavam apenas pequenos arbustos e árvores. Parecia ser o fim de um estradão, que novamente começava a subir. Comecei a pedalar ao passo que o tempo fechava. Já havia notado certa piora no tempo em uma parada no caminho: ventava e escuras nuvens se avolumavam no céu. Julguei que, se chovesse, seria ao fim do dia. Julguei errado.

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Passava de meio-dia, havia perdido muito tempo nas trocas de pneu e vencendo o matagal. Estava bastante atrasado em relação à previsão de chegada que havia feito. A chuva começou a cair e eu estava no meio de uma floresta queimada. Segui subindo e dentro de poucos metros o GPS me surpreendeu indicando uma curva abrupta à esquerda, na direção de uma encosta bem inclinada, onde não havia, num primeiro momento, nenhum sinal de caminho. Voltei, passei mais devagar tentando observar algo diferente, alguma trilha... Nada. E a chuva caia cada vez mais forte. Diminui o zoom da tela para ter uma visão mais global do caminho e tentar situar uma possível perda de sinal do GPS de quem mapeou, o que poderia resultar em um segmento reto até o ponto de restauração do sinal. Ao invés disso o traçado à esquerda era uma curva constante e que seguia em uma direção diferente da que eu vinha seguindo, ou seja, nada de errado com o traçado.

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Comecei a supor que o tracklog que eu peguei fosse de trilha de moto, afinal a graça da moto é subir pelos lugares mais complicados. Larguei a bike em um canto, tirei o GPS do guidão e fui seguindo com ele na mão. Era muito mais fácil subir a encosta e passar entre as árvores sem ter que carregar nada, até achar alguma referência ou o caminho correto. Pela quantidade de árvores o aparelho perdia em precisão, ao mudar de direção a leitura nem sempre era imediata e nem sempre era correta.

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Segui passando entre os galhos cobertos de fuligem, com as cinzas do chão grudando na sapatilha molhada e nas pernas. Achei uma cerca e uma estrada que seguia após ela, que se aproximava novamente do traçado do GPS. Como do outro lado era um pasto, o sinal do GPS melhorou consideravelmente.

Decidi voltar, pegar a bike e subir até este ponto, onde pularia a cerca. Voltando até a bike notei que o traçado que o GPS indicava estava à minha esquerda, mais embaixo. Parei para observar melhor o local e constatei que realmente se tratava de um estradão que foi totalmente tomado pelo mato e por pequenas árvores. Era impossível passar por ali, mesmo que empurrando.

Peguei a bike e, aos trancos e barrancos, subi novamente até a cerca, cada vez mais sujo de fuligem. Pulei a cerca e fui seguindo o estradão, que nada mais era que a continuação do trecho tomado pelo mato. O GPS, porém, indicava uma subida à direita, atravessando o pasto. E foi o que fiz.

Lá em cima havia outro estradão e este, finalmente, coincidia com o indicado pelo aparelho. Mais algumas pedaladas morro acima me levaram a uma rua asfaltada. Estava em Torreões. A chuva já tinha molhado tudo.

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Subi em direção à praça e lá parei para fazer um lanche. O céu indicava que havia mais chuva por vir. Alimentado, retomei a pedalada, mas agora repensando o trajeto do retorno. Inicialmente planejara, após passar nas imediações de Humaitá, subir os Três Downhills e descer o Yellowstone para finalizar a volta subindo o Vagão e de lá ir para casa.

A chuva ia e voltava. O estradão não chegou a enlamear, mas várias poças se formaram. Continuei pedalando, atravessando diversas propriedades. Vários quilômetros monótonos de estradão depois, atingi o gasoduto bem próximo ao estradão do Rancho’s e continuei minha subida, agora de novo por terras conhecidas. Não havia mais chuva e sim várias nuvens ameaçadoras. Decidi, por fim, evitar o trecho planejado a partir dos Três Downhills e substituí-lo pela Porteira Vermelha e Barro Branco.

Assim, completei o percurso com 82km percorridos e ascensão acumulada de 1959 metros.
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Quarta-feira, Novembro 23, 2011

XTERRA Camp Juiz de Fora (Remonta) 18/09/2011
Níveis de perrengue: 2, 3 e 8

O XTERRA foi criado em 1996, como um duelo entre triatletas e praticantes de mountain bike, na Ilha de Maui, Havaí. Na época, ficou conhecido como "Aquaterra". Com diversas modalidades esportivas, se espalhou pelo planeta e hoje forma um calendário mundial de provas, do qual o Brasil faz parte desde 2005, junto a outros 16 países, totalizando mais de 150 etapas pelo mundo anualmente.

Eleita como um dos melhores circuitos de mountain bike no Brasil, a etapa do XTERRA Camp em Juiz de Fora foi realizada no dia 18 de setembro, com largada na Represa João Penido pouco após a competição de natação. No dia anterior aconteceram as provas de triathlon e trail run.

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O clima no dia não estava dos melhores, mas excelente para o mountain bike. Ventava um pouco e chegava a fazer um pouco de frio. Nuvens pesadas e ameaçadoras prometiam chuva. Encontrei com o Leandro Bissoli e o Rodrigo Müller. Pegamos nossos kits, demos umas voltas para aquecer e nos posicionamos no bolsão de largada, juntamente a cerca de 100 bikers. Dentro de alguns minutos foi dada a largada e todos saíram devorando os primeiros metros de asfalto.

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A primeira seleção natural já ocorreu no asfalto, em cerca de 1km de prova. O pelotão foi se desfazendo em uma longa fila indiana e os mais treinados tomaram a dianteira se acotovelando na entrada da trilha, onde um afunilamento na porteira gerou um pequeno congestionamento onde alguns atletas mais nervosinhos começaram a reclamar.

Como estou no grupo dos mal-treinados (não dos piores, mas me encaixo no segundo pelotão dos intermediários, o que no futebol equivaleria a um time série C), já no início assumi uma posição confortável entre os que não estavam muito para o pódio. Entrei na trilha e, já bufando após o primeiro morro, via os primeiros sumirem ao longe. Mantendo o ritmo dos que estavam próximos a mim, entrei no singletrack subindo. A esta altura a fila indiana começava também a se dispersar em trios, duplas ou bikers isolados (meu caso), até atingir novamente o estradão.

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Subindo novamente, algumas poucas posições iam sendo disputadas e a descida até outro trecho de asfalto, onde um grupo de observadores e organizadores estavam iam motivando cada um que passava na curva onde o ritmo aumentava. Dali até novo trecho de terra, onde se iniciava nova subida, os bikers foram reagrupando e alcancei o Leandro, que tinha me deixado para trás após o primeiro singletrack.

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Fomos subindo e alguns poucos pingos de chuva começaram a cair. Cada um se adequando a seu ritmo, fomos nos distanciando. A subida era longa, mas suave. Após atingir o ponto mais alto, seguimos descendo até atingir a Fazenda Ribeirão das Rosas, tudo isso entro da área militar. Da fazenda em ruínas para frente havia outra subida, tmabém suave, porém longa. Pouco antes de abandonarmos o estradão, por um singletrack à esquerda, havia o primeiro ponto de hidratação. Até então, desde o asfalto, todo o percurso havia sido feito em cima do antigo traçado da Estrada Real.

O trecho de singletrack já era velho conhecido dos treinos anteriores na Remonta. Surpreendeu aos atletas de fora. Na trilha ouvi diversos comentários dos que não conheciam o percurso como “está subindo demais” ou “o circuito é todo assim?”. Para quem conhecia acabou sendo mais tranquilo, mas isso acaba acontecendo em todos os lugares. Os locais acabam levando alguma vantagem por saber onde poupar esforços, onde empregar determinada marcha, onde frear, onde soltar os freios, etc.

A ponte sobre o córrego, logo no início do singletrack, recebeu um compensado para garantir a segurança dos atletas. As demais passagens em atoleiros também estavam, em sua maioria, com troncos dispostos transversalmente para facilitar a passagem. Na última subida, antes das proximidades do Parque Independência, talvez o ponto mais alto do circuito, vários bikers começaram a empurrar, principalmente os que não conheciam o percurso. As várias raízes e a terra úmida que acabavam dificultando a subida, aliados à mata fechada e à baixa velocidade fazia alguns “motores ferverem”. Sorte minha, dexei alguns para trás neste ponto.

Atingindo o cume, restava pedalar para baixo. A chuva que até então ameaçava a cair deu as caras nos morros à frente. Era questão de tempo até chegar ao circuito. Desci a primeira parte, atravessei o atoleiro do lado do curral e segui pela parte plana, onde a chuva começou. A boiada apareceu na hora vindo cruzando a trilha e quase me parou. Quem vinha atrás acabou perdendo algum tempo. Em alguns segundos a chuva caia com vontade, mas não durou muito.

Cruzei o riacho e comecei a subida entre ele e o cotovelo (aquele que todo mundo que já passou por esta trilha já ficou no meio pelo menos uma vez). A esta altura começava a alcançar outros bikers, já abatidos pelo percurso pesado. Subi o cotovelo e a subida posterior até o cume, onde começou a outra parte rápida da trilha, até atingir a represa.

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Abri a segunda volta após passar pelo trecho de mata e, já sem aquele desespero todo de início de corrida, passei pelos trechos seguintes em ritmo melhor, com o corpo já aquecido, ao contrário do começo da primeira volta. No pequeno trecho de asfalto, havia desta vez o apoio de minha mãe, esposa e familiares.

Retomei o estradão subindo pela terra agora úmida. Atingi novamente a Fazenda Ribeirão das Rosas, vez ou outra oscilando as posições com os bikers que encontrava. Pedalando mais, atingi novamente o PC de hidratação e peguei o singletrack tentando me manter à frente de um biker do qual só ouvia o barulho e via de relance suas aproximações. Sustentei minha posição arduamente, por mais que soubesse que não ganharia nada com isso. É interessante notar o quanto o espírito competitivo aflora em algumas circunstâncias, mesmo não valendo nada.

Novamente o trecho de raízes e mata foi decisivo, me afastei à frente e só fui ser ultrapassado quando, após atravessar o riacho, mais de dois quilômetros à frente, comecei a notar a frente da bike oscilar demais e percebi que o pneu dianteiro começava a murchar. Em nenhuma competição anterior havia acontecido este tipo de problema, e provei o quanto é frustrante ver vários competidores passar enquanto se faz o conserto.

Terminei de empurrar na subida até achar um lugar adequado para parar a bike e trocar a câmara de ar. Tive a desagradável surpresa de encontrar minha câmara reserva furada por atrito com a bolsa de selim. Como o pneu havia furado por um galho com alguns espinhos, minha primeira reação foi tentar colar a câmara reserva, porém havia mais de um furo e o outro eu não consegui localizar. Na câmara que estava na bike já tinha localizado os buracos, todos próximos, que poderiam ser colados com um único (e meu último) remendo. Com o trabalho feito, havia perdido cerca de 13 minutos e 15 posições.

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Comecei uma corrida de recuperação. No cotovelo despachei dois, na parte rápida do pasto outros dois, na subida após a represa mais dois, na porteira da trilha (chegando ao asfalto) mais um, e por fim um último pouco antes da linha de chegada. Completei a corrida em 3h04, com média de 15,1km/h. O Rodrigo já havia chegado cerca de uma hora antes e me aguardava com uma cerveja na mão. O Leandro chegou pouco depois de mim.

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Missão cumprida: medalha de finisher no peito. Ou melhor, survivor.
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Domingo, Novembro 20, 2011

Florestinha 27/08/2011
Níveis de perrengue: 2, 3 e 4

Rolé que marcou a volta do Bernardo, após um ano e seis meses longe dos pedais. Grande amigo, figura divertidíssima, muda o astral do rolé.

Nesta volta estavam presentes, além do Bernardo, Leandro Bissoli e eu. Total de 40km, com média de 17,9km/h.

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Copa Internacional MTB Congonhas 21/08/2011
Níveis de perrengue: 2 e 7

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A etapa de Congonhas da Copa Internacional de MTB é uma das principais competições no formato maratona do país. Impressiona pelo número de atletas que reúne: cerca de 1200, entre profissionais e amadores. Participei pelo terceiro ano consecutivo, na categoria cadete.

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Barrigudos Bike Clube

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Saindo de uma gripe contraída cerca de dez dias antes da competição, não estava nos meus melhores dias (não que isso faça muita diferença, a medalha de finisher estava me esperando no final do mesmo jeito – a partir do 6º colocado, todas as medalhas são iguaizinhas). Logo após a largada percebi que o corpo ainda trazia os efeitos do antiinflamatório e o peso da fadiga no organismo. A força, semelhante à que fazia nos treinos e voltas anteriores à gripe, vencendo os morros de coroão, logo começaram a me dar câimbras e fraqueza. O jeito era girar para terminar a prova e, se o corpo se acostumasse com o esforço, tentaria melhorar o ritmo nos quilômetros finais se ainda houvesse gás.

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Assim o fiz, ao menor sinal de subida já baixava as marchas para coroa do meio ou coroinha. Nas descidas soltava os freios, entrando na nuvem de poeira levantada pelos outros competidores. O clima estava extremamente seco, mas o sol não apareceu naquele dia, o que ajudou bastante a minimizar o desgaste. Perdia muitas posições nas subidas, recuperava algumas nas descidas, e assim fui até o final.

O curioso foi que, talvez por já conhecer o circuito, achei que o primeiro trecho (e mais pesado, diga-se de passagem) passou muito rápido, e logo estava no ponto de apoio em Alto Maranhão. Ao mesmo tempo em que isso deu mais confiança, o corpo já dava sinais de pequena melhora (talvez o efeito psicológico de já ter vencido a pior parte) e naturalmente fui aumentando o ritmo. À frente ainda estava a totalmente esburacada descida na terra que mais parecia um talco de tão fina e seca. Vi gente caindo, poeira levantando...

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Em seguida apareceu a última subida antes de chegar à cidade, um estradão bem largo, onde boa parte dos passantes estava empurrando. Talvez pela energia poupada no início, ganhei algumas posições ao subir pedalando (como já disse, não faz diferença nenhuma – apenas moral interior). Na descida, deixando o grupo para trás, terminei atravessando o riacho e partindo para o longo trecho plano. Nesta parte a regra era coroão e peãozinho: pedaladas fortes e alta velocidade. A terra virou asfalto, o asfalto virou pedra sabão, e logo surgiu a última e temida subida, a ladeira da Basílica de Bom Jesus do Matosinhos, no topo da qual estava toda a estrutura de chegada e premiação.

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Concentração e força morro acima, cada pedalada avançava a bike alguns centímetros nas traiçoeiras pedras. Todo esforço foi recompensado quando, à frente da Basílica, recebi minha tão esperada medalha de finisher, após 2h30 de pedaladas ininterruptas. Apesar de tudo, em relação ao ano anterior, melhorei meu tempo em 19 minutos, ficando minha média em 15,5km/h para percorrer os 38km do percurso.
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Quarta-feira, Novembro 16, 2011

Serra de Lima Duarte 18/06, 09/07 e 16/07/2011
Níveis de perrengue: 1, 2, 3, 4 e 7

Definitivamente um dos rolés que poderiam ser listados em um top ten do mountain bike na Zona da Mata Mineira. Com o intuito de continuar e finalizar as filmagens do 10º filme do Barrigudos Bike Clube, refiz o rolé por três vezes acompanhado por Leandro Leiva, Leandro Bissoli, Rodrigo Paschoalino e Joselayne Pessoa em datas diversas, sendo que na última fui sozinho para fazer os últimos takes. Na penúltima saimos de Juiz de Fora sob um frio de 11ºC. Esta era a temperatura às 6h30, pouco antes da partida de carro para Lima Duarte. A sensação térmica, no entanto, era bem mais baixa. Pouco após 7h00, os carros pegaram estrada.

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Wagner Sarchis

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Em Lima Duarte após preparar todo o equipamento necessário e os acessórios, iniciamos a pedalada. Pouco mais de 15km de asfalto foram o suficiente para esquentar as pernas e preparar o espírito para a trilha.

A partir de então as subidas um pouco mais fortes se alternavam com trechos planos e, progressivamente, os bikers foram acumulando altitude. Entremeando fazendas e pastos, passamos por minas de água cristalina, riachos e árvores frutíferas à beira do caminho.

Até os 25km, ponto da primeira parada, o caminho foi tranquilo, com poucos acidentes de relevo e praticamente nenhuma dificuldade. No único comércio do caminho, uma vendinha daquelas de roça onde há de tudo, fizemos um lanche a fim de garantir forças para o trecho final do percurso.

Comida no papinho, pé no caminho... ou nos pedais. Deste ponto em diante o relevo já mudava sensivelmente em relação ao primeiro trecho. O sobe e desce, apesar da inclinação moderada, era mais constante, passando a exigir mais dos bikers. Uma subida, logo após uma fazenda com ares centenários, se destacou em relação às demais devido ao tamanho. Serpenteava rumo ao topo em um sem fim de pequenas pedras soltas e saibro. No cume, o visual de 360º era um prêmio. O vento aliviava o calor da subida a baixa velocidade. Uma porteira dava acesso a uma fabulosa descida, que levava a praticamente a mesma cota do início da subida. O mergulho rumo ao vale era o destino.

Uma após outra as várias porteiras da região foram sendo atravessadas. Os cachorros, vez por outra, tentavam defender as propriedades de seus donos correndo atrás dos “invasores”. Cada vez menos eram vistos sinais de civilização. A mata foi se avolumando, a serra se aproximando e o caminho se estreitando.

A partir dos 40km percorridos o rolé sai do marasmo do estradão e parte para a adrenalina do singletrack. Ainda subindo, a trilha reserva surpresas como raízes e pedras encravadas, além de um despenhadeiro à direita do caminho que avança mata adentro. A subida se estende por aproximadamente 1km, com inclinação média de 10%, culminando em 1020m de altitude. A mata fechada abre-se em uma clareira pela qual a trilha inicia uma forte e técnica descida. O clima seco do inverno faz com que a argila do solo, fina como talco, levante uma espessa nuvem de pó perante a passagem dos pneus.

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Leandro Leiva

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Rodrigo, Leandro Bissoli, Joselayne, Wagner Oliveira e Wagner Sarchis

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A trilha, esgueirando-se entre as pedras, entra então em um bambuzal, onde qualquer vara caída longitudinalmente pode significar um tombo. Por melhor que seja o pneu, a borracha não adere à superfície lisa do bambu, ou seja, se encaixar o pneu na canaleta do bambu, já era. O refresco da descida acaba sobre uma pontezinha precária de madeira que antecede um pequeno bolsão de lama. Deste ponto em diante, nova incursão na mata, agora margeando um riacho que desce no sentido oposto ao nosso percurso. Em diversos pontos é necessário descer da bike para transpor pontos de pontiagudas pedras e cruzar o curso d’água. Apesar de curto, o trecho revela muita beleza por atravessar área de vegetação nativa dentro de um vale.

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Leandro Bissoli, Joselayne, Wagner Oliveira, Wagner Sarchis e Rodrigo

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Wagner Oliveira

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Leandro Leiva e Wagner Oliveira

Seguindo o caminho, a mata fica para trás e a trilha é envolvida por uma ampla montanha em forma de ferradura, cujo vale em seu centro abriga uma pequena e bucólica casa. Na maioria das vezes em que passei por lá, os únicos habitantes presentes eram os cachorros e os búfalos. A melhor opção é subir a colina à esquerda da casa para evitar os cachorros que ficam nos arredores e o pasto encharcado pela nascente que vem da montanha.

Pulando furtivamente a cerca, iniciamos a subida ainda empurrando as bikes e tomando coragem para lutar contra a gravidade. Na mina, ao pé do morro, enchemos squeezes e cantis. Entre tentativas, empurra-bike, pedaladas vigorosas e pausas para respirar, o grupo venceu, cada um ao seu tempo, cerca de dois terços da ladeira, parando na última porteira da subida para um lanche rápido.

Reagrupados, os bikers reiniciaram a pedalada rumo ao cume, a 1157m de altitude. Um após outro foram vencendo a subida. Do alto a vista era deslumbrante e recompensadora. A maior parte da região podia ser vista: ao oeste o Pico do Pão de Angu, em Olaria; ao norte a serra de Ibitipoca e o Pico do Pião; ao leste os arredores de Bias Fortes.

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Começa então a descida: sinuosa, íngreme, com várias valetas e pedras soltas, que em boa parte beira um precipício à esquerda. Após a contemplação, restava descer todos aqueles metros acumulados ao longo das inúmeras subidas. O estradão descendente emoldurado pelo céu e as montanhas era uma paisagem perigosa que, distraindo os olhos do caminho, na velocidade em que nossa confiança em nossos freios nos permitia, poderia resultar em um tombo de conseqüências imprevisíveis. No final da descida, de volta ao estradão, um riacho a ser cruzado e mais uma subida longa, seguida de pequenas descidas e subidas que se sucedem pelos próximos 3km. Um último singletrack surge no caminho. O início tranqüilo logo dá lugar a uma parte bastante técnica. Na trilha erodida as laterais altas são um novo obstáculo que apimenta o downhill. Além de todo o esforço para se manter sobre a bike, neste ponto ainda era imprescindível a precisão no percurso. Qualquer vacilo, a bike esbarraria na lateral e ancoraria no terreno, ficando o biker à mercê do nada.

Finalizando na travessia de mais um riacho, uma pequena porteira dá acesso ao estradão e os últimos 4km servem para digerir toda a ação até aqui. Bastava agora girar rumo ao centro de Lima Duarte, fechando os 58km do rolé e seus 1961m de ascensão acumulada.

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Wagner Oliveira

A chegada a Lima Duarte, após mais de 6 horas de aventura, tem gosto de vitória sobre os próprios limites.

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Segunda-feira, Setembro 26, 2011

Trilha da Balsa de Cotegipe 03/07/2011
Sem perrengue

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Percurso há muito tempo pretendido, porém não realizado sempre pela falta de informações precisas. Quem conhecia desde as antigas, quando a parte off road era maior, retinha a informação sob o pretexto de que a trilha ficara sem graça devido ao novo asfaltamento. A planilha disponível na internet também continha informações vagas. A solução era ter paciência até encontrar alguém que conhecesse o trajeto e estivesse disposto a encará-lo.

Eis que surge o Leandro Bissoli, que conhecia a trilha e há tempos havia passado um perrengue por lá. Na ocasião, ao chegar ao local de travessia, ponto de cota mais baixa do rolé, estava a balsa naufragada. Teve que subir então pelo caminho da ida, bem mais pesado.

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Para não correr o risco, uma semana antes desta nova empreitada, Leandro foi à balsa pelo asfalto verificar se estava funcionando. Confirmado o funcionamento, restava agora convocar os bikers para o rolé.

Manhã ensolarada de domingo, hora de colocar a bike na trilha. No ponto de encontro dezesseis bikers se reuniram, entre eles Hebert, Leandro Bissoli, Maxwell, PC, Ramon, Wagner Sarchis e Wagner Oliveira. Descendo pela estrada do Vagão o grupo seguiu pela MG353 até o entroncamento com a estrada de Belmiro Braga, por onde os bikers abandonaram a rodovia, continuando no asfalto.

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Várias descidas e longos trechos planos garantiram bastante velocidade nesta primeira metade do rolé. Em pouco tempo a divisa Juiz de Fora / Belmiro Braga ficou para trás e os bikers seguiam pela margem direita do Rio do Peixe. Alguns quilômetros adiante o pelotão deixou o asfalto pela esquerda na Vila São Francisco, onde começou o segundo trecho off road. Ainda margeando o rio, várias fazendas foram sendo atravessadas. Pouco a pouco a vegetação foi mudando e o estradão ora tomava ares de singletrack, mas nada técnico.

Depois do giro na terra, finalmente os bikers chegaram à margem do Rio Paraibuna, pouco abaixo da foz com o Rio do Peixe. A balsa, um tablado de madeira de aproximadamente 6m² apoiado sobre tambores plásticos, com um guarda-corpo de menos de 1m de altura, desliza por meio de uma corrente sobre um robusto cabo de aço fixado perpendicularmente ao rio. Isto para que a embarcação não seja levada pela correnteza, principalmente em época de cheia. Divididos em duas turmas, devido à capacidade da balsa, os bikers fizeram a travessia conduzidos por um morador das proximidades.

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Todos levaram uma gorjeta para agradecer ao condutor, mas se surpreenderam ao perguntá-lo quanto deviam pelo serviço: R$80,00 por menos de 10 minutos de travessia. Se entreolharam sem graça e, por não terem perguntado antes de pedirem o serviço, não tiveram alternativa senão pagar. Terminaram de se ajeitar sobre as bikes e partiram rumo à União Indústria, comentando do impacto da gorda gorjeta na vida local. Oitenta reais convertidos em cachaça e torresmo provavelmente deixariam a comunidade sem balsa por, pelo menos, uma semana.

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A pedalada seguiu em direção a Matias Barbosa, onde os bikers fizeram uma parada estratégica para lanchar em uma padaria. Seguiram logo depois pela estrada da Paciência e de lá pelo acesso até a BR040, onde se iniciou a parte mais desafiadora do rolé, a subida dos quase 8km até o Salvaterra. Neste ponto o pelotão se dispersou e a resistência de cada um foi ditando o ritmo.

O grupo só foi se reunir novamente no local onde iniciaram o rolé, após 52km (seriam 63km contados desde o centro) e pouco mais de 700 metros de ascensão acumulada com média de 19,1km/h.
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Segunda-feira, Setembro 12, 2011

Trilha da Santa 23/06/2011
Níveis de perrengue: 1, 4 e 5

Num feriado frio e cinzento, tudo indicava que a chuva seria inevitável. Os e-mails dos dias anteriores não foram o suficiente para garantir muitas adesões entre os conhecidos. Apenas eu, Leandro Bissoli e Wagner Sarchis confirmaram presença. Enquanto nos reuníamos no posto do Parque da Lajinha outros bikers chegavam. Descobrimos amigos em comum, fomos negociando o roteiro e em pouco tempo partíamos em um total de onze ciclistas. Além dos já citados, integraram o time: Beto, Giovanni, Luciano, Luciano Salu, Hebert, Messias, Raini e Vinicius.

Descemos a estrada do Vagão, cada qual a seu ritmo. Reagrupamos na baixada e seguimos vigorosamente até a entrada da Trilha da Santa. Ao passar pelos cachorros eram tantas rodas que os mesmos ficaram sem saber o que fazer, apenas latiram. Terminando o estradão, alguns bikers reabasteceram as caramanholas na mina e então iniciamos o singletrack, que era inédito para mais da metade do grupo.

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A longa fila se formou e, um após outro, os bikers foram passando mata adentro. À medida que subíamos o grupo foi se dispersando. Os primeiros limparam os carrapatos da trilha. Aos demais restaram o mato e os galhos. Apesar disso, a trilha estava mais limpa do que das últimas vezes em que estivemos nestas bandas.

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A promessa de chuva não se cumpriu e, em certos momentos no interior da mata, chegou a fazer calor. Após a primeira metade do singletrack, na maior parte aclive, restava agora desfrutar da gravidade e tocar para baixo. Os trechos que costumam estar úmidos e não dar aderência aos pneus estavam secos, então pudemos aumentar a velocidade. Os únicos obstáculos foram as touceiras de capim gordura no meio do caminho. Lá embaixo nova reunião e partimos para a subida.

Ao chegar à BR040, a parada estratégica na torneira serviu de reabastecimento de água e local de refresco. Restava finalizar a subida na rodovia para terminar o rolé.
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Segunda-feira, Julho 04, 2011

Fazenda Fortaleza de Sant'Anna / Pedra Quadrada 11/06/2011
Nível de perrengue: 3

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Rodrigo, Leandro e Wagner

Céu azul e vento não muito frio. Assim começou o dia em que escolhemos para finalmente subir a serra da Fazenda Fortaleza de Sant’Anna. A tentativa anterior, frustrada, ocorreu em novembro de 2009, quando os bikers voltaram de Goianá após problemas mecânicos em uma das bicicietas.

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Desta vez o grupo era composto por mim, Leandro Leiva, Ciro e Rodrigo. Deixamos os carros no posto de gasolina do trevo de Coronel Pacheco e partimos pelo asfalto no sentido de Goianá, rumo à montanha. Após poucos quilômetros, com as pernas já aquecidas, chegamos ao pórtico de entrada da centenária fazenda, que possui área de 4.683,6 hectares e ocupa terras pertencentes a quatro municípios: Goianá, Chácara, Coronel Pacheco e São João Nepomuceno, com cerca de 75% da área e sede localizados no município de Goianá. Parte do território está na Serra da Babilônia, onde antigamente era cultivado o café que movia a economia da região. Em duas das várias cavernas encravadas na serra foram encontrados por caçadores, em 1875, três corpos mumificados naturalmente e três restos esqueletais. O acervo encontra-se depositado no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

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Rodrigo, Leandro e Ciro

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Em 1872 a propriedade passou a pertencer ao comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, engenheiro que projetou a rodovia União Indústria. Na segunda metade do século XIX, a Fortaleza de Sant’Anna chegou a ter 270 escravos. A sede foi consumida por um incêndio, em março de 2001, mas a fazenda preserva benfeitorias, como o terreiro, as casas de café, moradias de colonos e uma igreja, além das edificações ligadas à produção agrária, datadas do final do século XIX, representadas pelas tulhas e casas de beneficiamento de café. É famoso também o aqueduto de alvenaria que trazia os grãos do alto da serra ao pátio de secagem.

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Wagner, Leandro, Rodrigo e Ciro

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Leandro, Ciro e Rodrigo

A fazenda é banhada por córregos e afluentes que fazem parte da Bacia do rio Paraíba do Sul, além de possuir outras nascentes em seu interior.

Passando entre as construções históricas, o grupo seguiu pela planície em direção ao sopé da serra. Iniciando a subida, saíram do caminho principal em direção a uma trilha à esquerda em busca do cemitério perdido, cujos poucos vestígios perdidos no meio do bambuzal que se alastrou na área indicam funcionamento desde, pelo menos, 1834. O lugar, cujo misto de tranqüilidade e misticismo despertou nossa curiosidade, foi deixado para trás. Começamos a subir em direção ao topo do caminho, ziguezagueando pela estrada repleta de enormes pedras soltas, que vez por outra nos obrigavam a empurrar as bikes.

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Leandro

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Wagner, Leandro e Ciro

À direita ouvíamos, quando nos aproximávamos mais do leste, o som das águas da cachoeira golpeando as pedras. Atrás do vale onde desce a cachoeira, um enorme paredão negro de pedra salpicado de bromélias contrastava com o céu azul e a vegetação do entorno. Esporadicamente podiam ser vistos caminhos secundários, como que desvios ou rotas para outros pontos da fazenda, a serem desbravados.

Mantendo o ritmo o morro foi sendo vencido e, no cume, sobre uma lajinha de pedra que despontava para o imenso horizonte ao norte, o grupo fez uma pausa para o lanche e a contemplação do mar de morros das Minas Gerais.

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Leandro, Ciro, Wagner e Rodrigo

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Retomando a pedalada, a subida prosseguiu em um gradiente mais suave, permitindo maior mobilidade aos bikers. O terreno, quase planáltico, possui nesta parte uma característica diferente do trecho anterior, com uma vegetação rasteira, em sua maioria pastagens. O limite da propriedade é a capela de Nossa Senhora de Fátima, outro ponto de alento aos aventureiros.

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Rodrigo, Ciro e Leandro

O caminho, a partir deste trecho toma ares de estradão, onde eventualmente um ou outro trecho paralelamente é servido por um singletrack. Esta parte guarda menos atrativos naturais, sendo até Chácara a parte mais monótona do rolé.

A partir de Chácara o caminho tomado foi a descida da Pedra Quadrada, em certos trechos bem técnica pela grande quantidade de pedras soltas e erosões no vale próximo ao jabuticabal. O final da descida, apesar dos obstáculos, é sempre um convite a soltar os freios e testar os limites nas curvas e lajeados de rocha que formam pequenas rampas naturais no caminho.

Na baixada restou manter o ritmo e digerir as emoções anteriores. Pouco depois os bikers chegaram ao ponto de onde largaram, completando a volta de 46km.
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Terça-feira, Junho 21, 2011

Serra do Mina 21/05/2011
Níveis de perrengue: 3 e 4

A Serra do Mina é um dos locais da região onde a melhor estratégia de ataque à montanha é o giro contínuo. Mantendo a cadência adequada, é possível vencer os 6km de subida sem levantar do selim. O percurso completo da serra, rumando ao norte depois do mata-burro na descida após o primeiro cume, ainda reserva uma curta, porém desafiadora, subida em singletrack, que se torna extremamente escorregadia quando úmida.

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David, Ciro, Suquinha e Jorge

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Suquinha e Jorge

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Wagner

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Vencendo a montanha, Ciro, David, Wagner e os recém-apresentados Jorge e Vanderson “Suquinha” prosseguiram em direção ao trecho mais técnico, a descida de pedras soltas, revolvidas pelas chuvas do último verão. Uma rápida caminhada enquanto rolava o lanche no topo foi suficiente para escolher o caminho mais adequado entre os obstáculos.

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David, Ciro e Jorge

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Jorge, Suquinha e David

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Wagner

Todos desceram, seguindo praticamente o mesmo traçado, e o caminho se alargou novamente virando um estradão. À beira do caminho alguns cães ameaçaram a passagem, mas sem transtornos o grupo seguiu. Margeando o sopé da serra os bikers chegaram novamente a Matias Barbosa, tomando a direção de Juiz de Fora, finalizando o rolé com a subida da Graminha, somando mais 53km no currículo.
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Segunda-feira, Junho 20, 2011

Eurodisney (Trilha do Aroeira) 27/03/2011
Nível de perrengue: 2 (bônus: ataque de abelhas)

Um rolé de domingo sem nenhum compromisso. A única preocupação era aproveitar a trilha, curtir o visual... uma verdadeira confraternização sobre rodas. O ponto de encontro foi o posto de gasolina próximo ao Parque da Lajinha, de onde um total de 10 bikers partiram em direção à trilha do Aroeira.

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Ciro, Ramon, Wagner Sarchis, Wagner Oliveira, Leandro Bissoli, Maxwell, PC, Cristiane e Fred

A bela manhã ensolarada por si só já era um convite a um bom pedal, e o ingrediente a mais para tornar o rolé mais divertido foi o total clima de cordialidade entre os bikers, sem nenhuma competição ou exibição gratuita de força.

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Leandro Bissoli

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Wagner Sarchis

O pelotão seguiu pela BR 040 até atingir o acesso ao Barro Branco. Pouco depois os bikers entraram na trilha e, cada um ao seu ritmo, foram devorando as subidas e vencendo os percalços. No topo se reuniram novamente para encarar o zigue-zague da descida. Ao atingirem o trecho plano intermediário se reagruparam e seguiram pela trilha em direção à cachoeira, sendo antes porém atacados por algumas abelhas cuja fúria foi despertada por um tombo de um dos bikers sobre a colméia. Algumas ferroadas, alguns gritos e uma acelerada para deixar as abelhas para trás.

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Ciro, Leandro Leiva e Maxwell

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O single continuou através do pasto, sempre descendo. As bikes passaram velozes sobre as costelas. Wagner Sarchis, Wagner Oliveira e Ramon engrossaram a lista dos latifundiários, praticamente loteando a trilha... Cruzaram o riacho e embrenharam mata adentro. Rapidamente chegaram ao ponto mais baixo, a cachoeira. Nova pausa para agrupar o pelotão foi feita. Pouco depois o grupo começava a subir. A ordem era a concentração no caminho para transpor os troncos caídos, pedras, galhos e valetas. Alguma técnica era necessária para vencer os obstáculos e, acima de tudo, manter o giro morro acima.

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Wagner Oliveira

Ao final da subida, pouco a pouco os bikers foram chegando à mina à beira do estradão. Ali o grupo se dividiu. Parte seguiu descendo em direção à Cachoeira do Mirante e parte subiu em direção ao São Pedro para finalizar o rolé.
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Quinta-feira, Abril 07, 2011

Oito de Filgueiras 26/03/2011
Níveis de perrengue: 3 e 7

Unindo alguns percursos já conhecidos, montei o rolé batizado de Oito de Filgueiras devido ao seu traçado. Para experimentar o caminho, os bikers Ciro, David, Fabrício e eu fomos nos aventurar por aquelas bandas.

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Wagner

Saímos perto das 9h00 em direção ao Vitorino Braga e posteriormente na estrada para Chácara. Deixamos a estrada principal em direção ao Riacho Seco, subindo a ladeira que parece ser uma parente próxima do Vira Zói. Coroinha, força de vontade, corpo pra frente e força nos pedais. Vencido o morro, logo depois chegamos no Riacho Seco. Mais um pouquinho de perrengue no saibro e rapidamente retomamos o ritmo rumo a Filgueiras.

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Ciro

Completamos a água e seguimos descendo pela estrada do campinho. Na descida algumas valetas e pedras deram o tom de aventura até atingirmos a MG 353. Seguimos descendo pelo asfalto em ritmo forte até atingirmos a entrada da Fazenda Triquedas, onde abandonamos a rodovia. O sol dava as cartas neste momento, e a regra era poupar a energia para terminar a subida sem fazer paradas. Atingimos o cume e o prêmio pelo esforço foi a cachoeira. Embrenhamos no mato rumo à primeira das três quedas e ao chegar à nossa meta, abandonamos as bikes para nos refrescarmos na água.

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David

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Ciro e David

Algum tempo depois, retomamos a pedalada rumo a Filgueiras, pelo antigo leito da extinta Estrada de Ferro Leopoldina. De Filgueiras partimos rumo à Pedreira do Yung, vencendo a última subida e seguindo descendo até o centro, completando 58,02 km pedalados e acumulando mais 1188 metros de ascensão percorridos com média de 16 km/h.

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Fabrício, David e Ciro

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Wagner, Fabrício, David e Ciro

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Fabrício, David, Wagner e Ciro
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Rolé da Santa (noturno) 04/11/2010
Níveis de perrengue: 2 e 5

Dos rolés vespertinos e/ou noturnos realizados durante o verão, se destacou o Role da Santa. Já havia declinado vários convites para fazer este percurso à noite até que, animado pelos últimos raios de sol em virtude do horário de verão, resolvi fazer a trilha com o Ciro.

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Ciro

Descemos o Vagão com o dia ainda claro, por volta de 18h30. As promessas de chuva das nuvens ao oeste não se concretizaram e muito menos puseram alguma dúvida em repensar o trajeto. Estávamos determinados a fazer aquele caminho, sob que condição estivesse.

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Wagner

Com o entardecer, chegamos à trilha pela MG 353. À medida que subíamos a noite caía. O primeiro quarto da trilha foi relativamente fácil, com praticamente nenhum obstáculo. Adiante a situação piorou, visto que a vegetação estava tentando tomar a área que lhe foi tomada pelos trilheiros. Capim, arbustos, espinhos... a natureza parecia querer evitar a passagem de quem quer que se aventurasse por aquele caminho.

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Lutando contra o mato e a escuridão fomos subindo. A lanterna ilumando poucos metros à frente, apenas o suficiente para proporcionar tempo para alguma reação rápida diante dos obstáculos.

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Wagner e Ciro

Finalmente chegamos ao ponto mais alto da trilha e iniciamos imediatamente a descida. O piso escorregadio se somou às outras dificuldades e apimentou o roteiro. Lá embaixo o pequeno riacho aguardava a passagem dos bikers. Saímos das bicicletas para atravessar o “quase” atoleiro e seguimos subindo em ritmo forte até atingirmos a BR 040.

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Ciro

O calor, mesmo neste horário, nos forçou a parar no posto para completarmos as caramanholas. Dali em diante foi só descida até chegarmos em casa, após 38,37 km percorridos com média de 16,3 km/h e 534 metros de ascensão acumulada.
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Quarta-feira, Fevereiro 23, 2011

Expedição Juiz de Fora / Lima Duarte 19/02/2011
Níveis de perrengue: 2, 3, 4, 5 e 7



Por volta de 7h40 as rodas começaram a girar morro acima. Dentro das mochilas, água e alimentos que supririam a energia gasta nas horas que se sucederiam sob forte sol e vários caminhos tortuosos.

Ciro, Filippe, Pantani e Wagner finalmente estavam iniciando um rolé planejado há vários meses, cujo percurso fora minuciosamente estudado para chegar o mais próximo possível daquele percorrido no primeiro dia do Desafio Tradição, realizado em novembro de 2008. Diferente daquela ocasião, nada de chuva no caminho.

Passando pelo Tradição Mineira, o grupo seguiu descendo pela Porteira Vermelha e Tour de France até atingir o distrito de Humaitá, aos pés do Morro do Sabão. Tomando o caminho do granjeamento, seguiram pelo estradão até abandonarem o caminho numa bifurcação à direita.

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Filippe, Wagner, Ciro e Pantani

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A partir deste ponto, o GPS passou a ser fundamental, pois o trecho havia sido percorrido apenas na competição de 2008. Cruzando os vales, o grupo foi devorando o caminho, pois a primeira parte do rolé não apresentava grandes obstáculos. Porém, a regra era poupar as pernas, já que qualquer energia desperdiçada poderia fazer muita falta no final.

Algumas subidas e descidas se alternaram até os bikers atingirem uma floresta de eucaliptos, entre Torreões e Pirapetinga. Após pequena pausa em uma das várias cachoeiras ao longo do caminho, passaram por Pirapetinga e seguiram até Santa Bárbara do Monte Verde. Entre Orvalho e Santa Bárbara, fizeram uma parada para lanchar na venda onde foi o PC2 do Desafio Tradição.

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Filippe, Pantani, Ciro e Wagner

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Filippe, Ciro e Pantani

Comida no papinho, rodas no caminho. Havia muito ainda a pedalar, pouco mais da metade já havia sido percorrido. Pouco depois das 13h00, sob um sol escaldante, os bikers encontraram alento em outra cachoeira à beira do caminho. Um bom tempo foi investido para resfriar as pernas. Os músculos seriam muito requisitados nos próximos quilômetros.

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Ciro e Pantani

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Filippe, Pantani e Ciro

A pausa ainda serviu para recarregarem as energias com suplementos e lanches. O grupo retomou a pedalada e aos poucos foi recuperando o ritmo rumo à serra. Restando 16 quilômetros para o final, chegou o trecho mais pesado e técnico. A subida começou de verdade, rumo ao PC3, onde partiram para o singletrack. Contornando o morro, a trilha foi subindo até atingir o primeiro cume dentro da mata. Começava aí o trecho mais bonito do single, onde, após a descida, a trilha seguia margeando um curso d’água que aflorava das montanhas e saltitava entre as pedras. Em vários pontos os bikers foram obrigados a carregar as bikes nas costas para transpor os obstáculos.

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Finalmente a mata fechada se abriu em um pasto dentro de um vale no qual a trilha seguia ao centro. Mais alguns metros e a trilha chegou a um casebre onde alguns cachorros fechavam o caminho. Com ajuda do morador, os bikers passaram atravessando pela varanda da casa e prosseguiram até a bica aos pés da imensa ladeira que levava ao ponto mais alto do percurso, a 1162 metros de altitude.

A água veio em boa hora, pois alguns bikers já estavam com os reservatórios vazios ou próximos disso. Iniciaram, então, a penosa subida, ziguezagueando na areia fofa e empurrando a bike onde as pernas não davam mais conta. Todo o esforço foi recompensado ao chegarem ao cume, onde foram presenteados com uma vista panorâmica de toda a região. O mar de morros característicos das Minas Gerais estava aos pés dos bikers, que bravamente venceram o percurso até ali superando cada dificuldade.

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Wagner, Pantani, Filippe e Ciro

Após a contemplação, restava a descida extremamente técnica contornando os flancos da Serra da Saudade. Pedras e valetas davam o tom da descida, recheada de adrenalina. Cada drop e cada freada levantavam a poeira do chão. Mais abaixo outro curso d’água foi cruzado e os bikers se embrenharam em trechos de relevo acidentado que culminaram em um pequeno singletrack. No topo do morro, confundidos pelas trilhas das vacas e pela precisão do GPS, tomaram o caminho da esquerda e passaram beirando a encosta. Caminharam aos tropeços até esta trilha se encontrar com o caminho correto.



Novamente a água estava acabando e nova parada foi feita às margens da estrada. Pouco menos de um quilômetro separava o grupo de seu objetivo. Retomaram a pedalada e pouco depois atingiram a BR-267, na altura da segunda entrada de Lima Duarte. 85km haviam sido percorridos, mais de 2080 metros de desnível acumulado e mais de oito horas de rolé foram alguns dos números da expedição.

Todo esforço foi premiado com a sensação de superação de mais um grande desafio. O cansaço, frente todos os sentimentos ao se completar um rolé épico tão significativo, era apenas um coadjuvante.
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Domingo, Janeiro 09, 2011

Serra de Lima Duarte 08/01/2011
Níveis de perrengue: 1, 2, 3, 4, 5 e 7

6h30 da manhã. Toca o despertador. Acordei, tomei o café da manhã e cuidava dos últimos preparativos quando ouvi o som da chuva. Estava praticamente inviabilizado o rolé minuciosamente preparado nos dias anteriores para reconhecimento do final do percurso planejado para o próximo dia 22. Praticamente.

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Liguei para o David informando as condições do tempo e o rolé foi desmarcado. Entrei na internet para ver a previsão do tempo em ambas as cidades. Confesso que a busca por tal informação fora negligenciada por mim, visto que desde quinta não havia chovido mais e o fim de tarde da sexta foi iluminado por um belo sol de rachar, o que ainda não havia acontecido neste ano.

O site informava 0mm para manhã e tarde e 2mm para a noite tanto em Juiz de Fora como em Lima Duarte. De onde raios apareceu esta chuva? Uma certa esperança ainda pairava, mas o tempo não melhorava. Pelo contrário, a intensidade da chuva aumentou e rapidamente já estava tudo bem encharcado. Até às 9h00 ainda esperei que o tempo abrisse, mas a chuva persistia. Conformado em ficar em casa fui fazer outras coisas.

Por volta de 10h30 o tempo começou a abrir. Fiz algumas ligações, mas não consegui companhia para a empreitada. Resolvi almoçar mais cedo e encarar o desafio a que havia me proposto.

Às 12h15 todos os equipamentos estavam no carro e eu dei a partida rumo a Lima Duarte. Vez por outra o sol aparecia por entre as nuvens. Fazia muito calor. Ao chegar a Orvalho, vendo pela primeira vez o que me esperava (a Serra), senti um frio na barriga e uma certa apreensão quanto ao tempo para fazer o percurso e quanto a uma possível virada do clima, já que várias nuvens escuras e pesadas se avolumavam no horizonte ao oeste.

Cheguei a Lima Duarte, tirei os equipamentos do carro e iniciei a pedalada. Ao ligar o GPS percebi que o ponto final da trilha havia sido marcado por engano a 5 km de onde eu realmente pretendia chegar. Isso acrescentou mais 10 km ao percurso planejado de aproximadamente 45 km.

Segui pedalando pelo asfalto, rumo a Orvalho, onde sairia da rodovia. O vento vindo do leste soprava contra, mas ao mesmo tempo me favorecia soprando contrário às nuvens, diminuindo a possibilidade de novas chuvas. Faltando pouco para chegar a Orvalho, desenvolvia bom ritmo e fazia inúmeras contas com minha média horária, tentando em vão determinar quanto tempo gastaria para completar o percurso, já que meu ritmo cairia vertiginosamente ao entrar no trecho de serra.

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Finalmente atingi a MG 870, estrada que parte de Orvalho em direção a Santa Bárbara do Monte Verde e Rio Preto. O estradão, logo de início, já dava mostras de que o relevo seria a maior dificuldade. Vencendo o primeiro aclive, contornando alguns morros com belos e imensos blocos de pedra encravados, enxerguei adiante três bikers parados sob uma árvore, os mesmos três que havia visto na estrada quando ia de carro para Lima Duarte. Sidário, Marcelo e Luciano Cigarrinha eram seus nomes, e voltavam de Ibitipoca em direção a Rio Preto. Haviam feito a ida na véspera, num total de 190 km (ida e volta).

Seguimos conversando e vencendo os altos e baixos do terreno até chegarmos a uma venda onde havia sido instalado o PC 2 do Desafio Tradição de 2008. Despedimo-nos e eu segui adiante.

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Alguns trechos pareciam familiares, outros realmente o eram e outros eu não havia ainda passado. De olho no GPS fui seguindo o traçado indicado, enquanto passava dentro de florestas de eucalipto, pastos e fazendas. Volta e meia apareciam riachos e cachoeiras. Nos trechos de mata mais fechada era praticamente constante o som de água. Muitas nascentes na serra, abastecidas pelas últimas chuvas, dão vazão a inúmeros veios de água que descem saltando pelas montanhas por entre as pedras.

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O sol apareceu e tornou a pedalada mais árdua. Trechos arenosos também eram outro obstáculo. Algum tempo depois cheguei a um ponto de que me lembrava da competição de 2008, um verdadeiro mergulho em um vale, onde a estrada era bem erodida. De lá se iniciava a subida e entrava-se de fato na floresta. Pedalei até onde dava, mas a subida estava muito escorregadia e várias valetas tornavam as coisas mais difíceis.

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Alternando trechos de empurra-bike e pedalada séria, venci o desnível e logo me deparei com o lago próximo ao PC3 da competição, ponto onde eu havia abandonado a prova. Recordava de um single que iniciava após o PC, porém a marcação do GPS seguia pela estrada na qual eu estava. Preferi não arriscar e confiar no equipamento. Continuei subindo, até a altitude de 960 metros, onde me deparei com uma porteira desproporcionalmente alta, fechada com um cadeado. Sem opções, coloquei a bike pendurada e pulei. A estrada seguia ainda subindo, porém bem mais erodida. Atingi a marca de 980 metros, ponto de onde se iniciava uma descida forte. Estranhava, porém, até o momento ainda não ter visto a cidade de Lima Duarte do alto; havia ainda uma cadeia de montanhas à minha frente.

Iniciei a descida, num desnível de pouco mais de 50 metros e logo me deparei com o fim da estrada em uma casa, em um vale. Cercado de mato, procurei por algum tempo por alguma trilha e não encontrei nada. Passava das 17h00 e resolvi não arriscar uma desbravada, pois qualquer problema poderia me atrasar e resultaria em eu ficar no meio da mata durante a noite (apesar de eu estar prevenido e ter levado um farol e uma lanterna, ficar na floresta no escuro não era meu objetivo). Restava como única alternativa encarar os 50 metros íngremes e atacar a montanha pelo singletrack. Cerca de trinata preciosos minutos haviam sido perdidos. Voltei, pulei a porteira e logo estava na boca da trilha. Desta vez devia confiar no instinto e torcer para chegar a Lima Duarte antes de escurecer.

O singletrack estava muito limpo e permitia desenvolver um bom ritmo. As coisas pioraram quando começou a subir novamente, pois algumas erosões dificultavam a pedalada e eram inevitáveis algumas sessões de empurra-bike. Adiante encontrei com um sitiante local que confirmou que eu estava no caminho correto, mas que faltava “um bocadinho” para chegar a Lima Duarte. Isso, no bom e velho mineirês, pode significar mais do que você desejaria.

Ao passar por uma tronqueira me despedi agradecendo as informações e segui num belo trecho de descida, onde algumas cachoeiras escondidas davam o ar da graça e onde pedras cobertas de musgo eram um convite a um tombo. Por mais de uma vez consegui me livrar de um contato mais íntimo com o chão, sabe-se lá como...

Logo a descida acabou e passando ao lado de outra cachoeira, beirando o riacho, o singletrack foi dar em um pasto dentro de um grande vale. Olhando ao redor, logo vi que não havia escapatória de sair daquele lugar sem ter de enfrentar uma lancinante subida. Antes porém, tinha que atravessar por dentro do sítio, no qual fui recebido por dois vira-latas ameaçadores.

O curioso é que neste trecho o caminho do GPS voltou a se encontrar com o caminho que eu fazia. O cansaço já era tanto que não havia mais forças para fugir de um ataque, caso os animais quisessem realmente me morder. Coloquei a bike entre eles e eu, e um deles desistiu, apesar de continuar latindo com certa fúria. O outro ainda tentava se aproximar, mas a todo custo me esquivei. Como não apareceu ninguém na casa, fiquei sem jeito de entrar e resolvi pular a cerca do pasto que ficava pouco abaixo. Nisto os cães não me seguiram, e concluí a travessia por entre alguns atoleiros formados pela água de uma nascente que vertia do alto da montanha.

Iniciei a penosa subida. O terreno extremamente arenoso não só não permitia a pedalada como também dificultava o caminhar a pé conduzindo a bike. Ziguezagueando pela estrada que se formava, cada vez mais lá embaixo ficava o sítio e o vale. O cume foi atingido, finalmente, a uma altitude de 1160 metros. Dali enxerguei, à frente do mar de morros das Minas Gerais, a cidade de Lima Duarte, encravada lá embaixo entre as montanhas. Somente a partir deste trecho é possível ter algum sinal de celular.

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Lima Duarte vista do alto da serra


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Comecei a descer, imaginando que rapidamente estaria lá embaixo. No entanto, a descida foi tão penosa quanto a subida, pois havia grande quantidade de pedras soltas. Qualquer descuido poderia resultar em um tombo sério. O terreno era muito íngreme e o esforço sobre os braços e toda a parte superior do corpo era enorme, além da tensão pelo nível técnico que era exigido pelo caminho. Os trechos pedregosos se alternavam com bolsões de areia branca e valetas que cortavam a trilha.



Desgastado pela extenuante descida, finalmente atingi a casa dos 700 metros, onde faltava pouco para chegar ao asfalto. Restava a partir deste ponto, cerca de 6 km até o local onde havia deixado o carro, sendo que 5 km seriam pela rodovia. Mantendo o giro, cheguei a Lima Duarte exatamente uma hora após ter atingido o cume da serra. Completei o percurso, totalizando 59 km e uma ascensão acumulada de 1060 metros.
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Cimentado 30/10/2010
Sem perrengue

Estreando a nova camisa do Barrigudos Bike Clube, os bikers David e Wagner saíram na manhã do dia 30 de outubro para mais um rolé. O percurso escolhido foi o Cimentado , que serviu para algumas tomadas do filme 8 do BBC. A pedalada foi tranquila, exceto pelo forte calor daquele dia. A volta foi o trecho mais penoso, pois o trecho de subida na MG 353 e o Vagão são testes de resistência.

Os bikers completaram o percurso com 56 km pedalados à média de 14,5 km/h e ascensão acumulada de 919 metros.

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Tour de France / Double Top 20/10/2010
Nível de perrengue: 1, 3 e 4

O horário de verão torna os dias mais compridos e permite aos bikers que tem uma rotina profissional diária sairem para rolés noturnos ainda sob os últimos raios de sol. Neste espírito, os bikers Leandro Leiva, Rodrigo e Wagner partiram para um rolé vespertino.

Rapidamente venceram a subida de São Pedro o que, além de aquecer, permitiu que a parte off road do percurso fosse iniciada com a bela luz do entardecer. Os tons dourados de folhas e troncos das árvores enchiam o ambiente e davam uma sensação de bem estar.
Atingiram a descida e a partir daí seguiram sempre tomando o caminho da direita, passando pelo Tour de France e pelo acesso ao Morro do Sabão. Antes do final da descida, no entanto, tomaram o caminho do Double Top, no momento em que o sol já havia se posto.

Com muito cuidado adentram na propriedade e foram contornando a área procurando manter o máximo de silêncio para passarem despercebidos, visto que os bikers não são muito bem quistos nestas bandas.

Passado o trecho mais tenso, os bikers seguiram pelo singletrack, onde os faróis forçosamente tiveram que ser acesos. Manter-se sobre a bike não era das tarefas mais fáceis, pois além da dificuldade habitual de um singletrack no escuro havia também pontos tomados pela erosão.

Finalizando a trilha, alguns cachorros se encarregaram de adicionar certa tensão à passagem pelo estradão. Depois disso o restante do caminho foi tranquilo e os bikers completaram 42 km com média de 16,5 km/h.
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Chácara / Pedra Quadrada / Filgueiras 16/10/2010
Nível de perrengue: 4

Os bikers Leandro Leiva e Wagner, na manhã do sábado 16 de outubro, partiram rumo a mais uma aventura sobre duas rodas. Saindo pelo Linhares, rapidamente percorriam o estradão rumo a Chácara. Tudo correndo normalmente até que em uma das entradas de fazenda à esquerda, pouco antes da entrada da Florestinha, os bikers foram surpreendidos por dois cachorros que os perseguiram além dos 50 metros da Teoria do Frangão.

Após o Sprint forçado e a adrenalina lá em cima, as pernas já estavam mais do que aquecidas para o restante do caminho a ser percorrido. Mantendo um bom ritmo de pedalada, os bikers rapidamente chegaram a Chácara. Alguns quilômetros adiante e já estavam deixando mais uma vez o asfalto para trás. Faltava pouco para atingirem a Pedra Quadrada, ponto extremo do rolé na direção Norte. Atingiram o maciço rochoso, onde fizeram uma pausa para contemplar a bela paisagem.

Algum tempo depois, já retornando por uma bifurcação à direita, seguiram pretendendo atingir o caminho de Triquedas, porém um erro de orientação levou a dupla de volta ao asfalto, na rodovia para Filgueiras, a cerca de 3 km do bairro. As nuvens já tinham deixado o sol brilhar a esta altura e o calor castigava os bikers.

Rapidamente atingiram o bairro e seguiram rumo ao centro pelo caminho da Pedreira do Yung, completando 60 km com média de 17,7km/h e ascensão acumulada de 866 metros
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Domingo, Dezembro 05, 2010

Bike Light 05/12/2010
Sem perrengue

No domingo 04/12/2010 foi realizado em Juiz de Fora (MG) o Bike Light, passeio organizado por diversas lojas da cidade. A inscrição dava direto a uma camisa de ciclismo, suco antes do passeio e um jantar de massas na noite do dia 06/12. O evento contou com a participação de mais de 100 ciclistas que se dividiram em dois percursos (iniciante e avançado), fazendo uma grande confraternização do MTB na cidade.

Entre as presenças dos Barrigudos estavam Ciro, Jacqueline, Victor, Wagner e Wagner Sarchis (que acabou comprando um belo terreno na descida do Vira Zói e ganhando de brinde três vértebras fraturadas). O evento contou ainda com carro de apoio e distribuição de água durante o percurso.

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Jacqueline e Wagner


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Jacqueline, Wagner, Wagner Sarchis e Ciro


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Ciro


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Jefferson

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Bagal e Flávio


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Wagner Sarchis


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David


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Ciro


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Ciro


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Bagal


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Eduardo 22, trabalhando até no domingo...

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Terça-feira, Novembro 30, 2010

Eurodisney (Trilha do Aroeira) - diversas datas entre setembro e novembro de 2010
Níveis de perrengue: 2 e 3

Uma das novidades mais aclamadas e comentadas em Juiz de Fora relacionadas ao MTB foi a criação do circuito próximo ao Vira Zói pelo Thiago Aroeira para seus treinos. A pista, de cerca de 5km de extensão, mistura diversos elementos que a tornam um dos circuitos mais completos da região. E tudo isso muito próximo do centro da cidade.




Leandro


Leandro


Leandro





O início é uma desconcertante subida em estradão, longa e íngreme, que exige não só força, mas também boa técnica quando o terreno está molhado e, consequentemente, escorregadio. Com o melhor e mais cravudo dos pneus é praticamente impossível não dar nenhuma tracionada em falso sobre a tênue camada de limo que se forma após as chuvas no trecho mais arborizado.


Wagner


Wagner


Leandro


Leandro


Wagner



Vencida a subida, segue-se poucos metros pedalando no plano que ajudam a recuperar o fôlego para o próximo (e mais emocionante) trecho. A esta altura o estradão já afunilou e virou singletrack. Logo surge uma bifurcação e o caminho da esquerda segue descendo forte entre galhos e arbustos. Ora se abre o vasto horizonte de montanhas, que parece quebrar o ritmo alucinante que a descida e os ziguezagues impõem, ora se sucedem arbustos e árvores que rapidamente ficam para trás.






David


David



A mata se fecha novamente e surgem raízes, troncos, tocos, curvas fechadas e sobra adrenalina. O declive aumenta e as curvas tornam-se mais frequentes e fechadas, exigindo jogadas de corpo e maior controle nos freios para manter a bike no traçado. Com chave de ouro a descida termina em um S invertido no qual não se pode pensar muito, apenas jogar o corpo para trás do selim e deixar a gravidade agir, corrigindo a bike com pequenos toques nos freios.


Wagner


Wagner


Wagner


Wagner


Wagner


Leandro


Leandro

Novo trecho plano para estabilizar os níveis de adrenalina. A endorfina continua a mil. Bom trecho para pedalar e manter a velocidade alta. Adiante uma pequena saída à direita leva a um cocho, bem próximo do início da trilha, mas a diverso não chegou ainda nem à metade. Novo desvio à direita serpenteia dentro do pequeno vale, contornando o morro pela borda direita. O crânio do boi pendurado na árvore dá o tom de perigo à trilha, que beira pequenos despenhadeiros. Oscilando entre arbustos, rapidamente a trilha leva a um pasto e novamente o horizonte se descortina. Uma descida bem objetiva, daquelas que não se consegue para sem algum esforço e onde se consegue cair com qualquer vacilo leva a um pequeno vale cruzado por um riacho cujo fundo é uma grande laje irregular de pedra. O importante nesta parte é trocar as marchas antes do final da descida, ou a subida abrupta (e curta) após o riacho não será vencida.


Leandro




Wagner e Leandro


Leandro

Novamente a vegetação diferencia o entorno e envolve o caminho, parecendo-se muito com o início da Trilha do Vietnam. Mais curvas fechadas aparecem e toda a atenção é pouca com mais tocos nas bordas das trilhas e troncos caídos. Uma tronqueira, agora sinalizada com algumas sacolas plásticas, também é um grande risco para quem se empolga com o percurso e se distrai.

Logo surge o inesperado: uma cachoeirinha encrustada na mata corre sobre blocos de pedra em cujos pés forma-se um lago raso que transborda sobre um ressalto rochoso que também é a passagem de bikers e bikes rumo ao outro lado e continuação da trilha. Os mais ousados passam por esta borda pedalando.






Wagner

A partir deste ponto começa a subida, esta sim técnica de fato por ser em singletrack e por possuir alguns obstáculos como erosões, pedras e troncos. O aclive varia, porém a ascensão é contínua até chegar ao estradão do fim do Vira Zói. Para comemorar a volta e refrescar os bikers, a mina na curva do estradão é providencial. Segue-se o percurso desviando da área pavimentada de pedras pela esquerda, subindo no estradão dentro da mata e fechando a volta poucos metros adiante.


David


Leandro


Leandro






Wagner


Wagner


David


Wagner

Circuito que lava a alma. Impossível não compará-lo a uma versão micro da já conhecida trilha Disneylândia de Rancharia (Ibitipoca).
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Terça-feira, Novembro 16, 2010

CIMTB 2010 - Congonhas 22/08/2010
Níveis de perrengue: 2 e 3



Tempo seco. Os primeiros raios de sol eram tímidos e custaram a espantar o frio. Por volta das 7h30 David, Wagner e outros bikers tomavam o café na pousada enquanto conversavam sobre os trens que perturbaram o sono dos hóspedes da pousada em que estavam instalados.

O equipamento tinha sido revisado de véspera. As bikes, a contragosto dos proprietários da pousada, pernoitaram dentro dos quartos. Os bikers se ajeitavam, organizando suplementos nos bolsos das camisas, levando as malas para fora da pousada e dando um último check-up nos pneus, câmbios e freios.

Uma corrida rápida ao mercado para comprar água e uma pedalada até o posto para calibrar os pneus e aquecer as pernas. Tudo pronto. Rapidamente os bikers se puseram a pedalar em direção à Romaria, ponto de largada da prova. Ao longo do caminho o colorido de camisas de ciclismo e carros carregando bikes era cada vez mais freqüente.

Próximo ao bolsão de largada, a dupla encontrou os bikers Filippe e Rodrigo, apoiados pelo Diogo, que se dirigiam para a confirmação das inscrições. Ciro também estava inscrito na categoria Veterano. Por volta de 8h00 já havia bikes por todos os lados. David e Wagner se dirigiram ao bolsão da categoria Cadete. Rapidamente o local foi enchendo e todo e qualquer espaço era disputado por rodas e bikers.


David e Wagner





O helicóptero sobrevoando e fazendo imagens aéreas acompanhava a largada das primeiras categorias da Copa Internacional. Em seguida foi dada a largada para os atletas da categoria Expert. Poucos minutos restavam para a largada da Cadete. 38km, vários morros e muita poeira os aguardavam pela frente.



O pelotão largou forte, contornando a Basílica dos Profetas. O público ladeava as ruas acompanhando a profusão de cores e sons. Em pouco tempo as casas e a civilização ficaram para trás e a densa nuvem de poeira transformava cada obstáculo em uma surpresa. Bolsões de areia surgiam a todo instante, prendendo as bikes e desequilibrando os atletas.











Próximo ao quilômetro 10 o primeiro grande desafio: uma subida íngreme e longa em cujo topo ficava um canavial. Na primeira curva, vários atletas pularam das bikes e começaram a empurrar morro acima. As categorias que largaram separadas e os pelotões que se dispersaram inicialmente se misturaram e o único objetivo de todos ali era subir o mais rápido possível e pedalar morro abaixo.





Neste ponto Ciro, Wagner e David se encontraram pela primeira vez. O percurso seguiu descendo por uma porteira à esquerda e novamente a massa de ciclistas se dispersou. Pouco à frente estava o primeiro ponto de água, providencial, pois nesta hora o sol brilhava forte e o calor era infernal devido ao ritmo da competição.


Wagner


David



O sobe e desce se sucedeu entre as montanhas, sempre com muita poeira, e em pouco tempo os atletas chegaram à localidade de Santa Quitéria (quilômetro 12), onde havia a divisão dos percursos.


Rodrigo

Após sair do lugarejo e contornar pequeno lago, iniciou-se nova subida forte que culminava próximo a uma antena de celular. Vários subiram novamente empurrando. O calor escaldante castigava os bikers e a poeira castigava o equipamento. Não raro era observar atletas consertando bikes com correntes estouradas por chain sucks.


Wagner

Adiante, por volta do quilômetro 18, havia o primeiro trecho de singletrack onde os pontos de ultrapassagem eram escassos e os percursos se uniam. Grandes pedras cravadas no solo e alguns desníveis ajudavam a tornar mais tensa a passagem por este trecho, aliado à pressão de quem vinha mais rápido atrás.


David

Mais um ponto de água (precedido pelo misterioso ponto de apoio mecânico onde não se viu ninguém apoiando) escolhido por vários como um ponto estratégico para repor as energias com suplementos ou com uma simples pausa.


Ciro

Os atletas das categorias profissionais passavam e o equipamento estalava de tanta poeira. Toda lubrificação já havia sumido há tempos. O imenso grupo agora estava disperso em uma grande fila de bikers isolados, com exceções para algumas duplas ou trios.


Wagner

O relevo agora, apesar de menos acidentado, era um longo falso plano em aclive. Boa parte da energia já havia sido consumida no trecho inicial. No quilômetro 25 o ponto de apoio onde equipes e familiares esperavam era um longo corredor humano.


David

O trecho seguinte era um alento de onde era possível uma visão de todo o entorno da região. A estrada virou estradão, que virou singletrack novamente. Nova subida disfarçada e chegou-se a um pasto no cume de um morro de onde se avistava a BR 040. A descida a seguir era bem técnica, com vários buracos e pedras, além do solo extremamente solto. Qualquer desatenção poderia resultar em queda com conseqüências imprevisíveis.


David


Wagner e David

Freio, pedal, jogada com o corpo, valia tudo para se manter sobre a bike sem parar. O singletrack terminou em outra estrada vicinal, que seguiu descendo até o nível da ferrovia e adentrou novamente na mata, contornando um sítio e prosseguindo em nova subida, muito forte, por trilha, próximo às torres da linha de transmissão. Pouquíssimos agüentaram manter o pique e subir este trecho pedalando. Alguns se aventuravam e paravam em uma curva cruzada por uma valeta erodida. No topo, outros tantos paravam para descansar, já exauridos pelo calor e pelo ritmo forte.


Wagner, David, Filippe, Ludimila, Rodrigo e Maiquel


David

Nova descida e uma passagem rápida próximo à ferrovia cruzando um riacho, onde nova subida (a última na terra) aguardava os atletas. Vencido este último obstáculo, mais uma descida e finalmente um longo trecho de estradão paralelo à ferrovia, onde quem ainda tinha forças aproveitou para se distanciar dos demais. Mais um riacho foi atravessado, sob a ferrovia, e novo ponto de água serviu para refrescar os atletas cobertos do pó vermelho da terra da região. Deste ponto em diante o percurso era pavimentado e os moradores das casas próximas, principalmente crianças, ficava à beira do caminho para incentivar a multidão de ciclistas.


Wagner e David



A última subida, grande desafio final, foi a ladeira que levava novamente ao ponto onde foi dada a largada, entre a Igreja de São José e a Romaria. Os grandes blocos de pedras do calçamento, entremeado por grandes frestas, e a inclinação da rua levaram outros tantos a empurrar. Ao final, vendo a linha de chegada, familiares e amigos que os aguardavam, a grande maioria conseguia ainda achar alguma força e retomar a pedalada para, enfim, concluir a prova e receber sua medalha de participação.


Perfil plani-altimétrico do percurso

Seguem os tempos dos Barrigudos:

Filippe / Rodrigo – 02h16m17s
Ciro – 02h33m23s
Wagner – 02h48m54s
David – 02h50m45s

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Domingo, Outubro 31, 2010

Florestinha / Caeté / Joazal / Graminha 15/08/2010
Nível de perrengue: 1

Último treino longo antes da 3ª etapa da Copa Internacional. Os bikers David e Wagner largaram cedo passando pelo Linhares pedalando forte. O objetivo era tentar ao máximo recuperar os treinos perdidos pelo David, que estava afastado por uma lesão no ombro.


David

Em pouco tempo os bikers já estavam soltando os freios morro abaixo. Os trechos mais úmidos, dentro da mata, estavam escorregadios e ofereciam riscos em velocidades mais altas.



Sem dificuldades os bikers chegaram à BR 267 e optaram por emendar o rolé para Caeté. A partir deste distrito começou o estradão em direção a Cedofeita. A dupla pedalou até a altura do haras, de onde seguiu pela direita em direção ao Joazal, passando pelo trecho do Caminho Novo. Um pneu furado, após a travessia da ferrovia, atrasou o retorno para casa.



Com o equipamento consertado, seguiram passando pela União Indústria e subiram a Graminha, completando os 54 km do rolé com média de 16,5 km/h e 850 metros de ascensão acumulada.

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Contorno do Matagal / Paciência / Cedofeita / Joazal 31/07/2010
Níveis de perrengue: 1, 4 e 5

Após muita negociação e inúmeros e-mails, ficou acertado entre os bikers Ciro e Wagner que o rolé do sábado seria o Contorno do Matagal e Serra do Mina. O argumento do Ciro era evitar a todo custo o Matagal já que a passagem obrigatória na sede da fazenda do final da Trilha da Pepsi é protegida por alguns cães da raça fila e um incidente no passado traumatizou o biker. A sugestão era descer direto pela Graminha, o que era rebatido pelo Wagner a fim de se evitar ao máximo possível qualquer passagem por asfalto e tornar o rolé mais off road, já que a volta seria pela Graminha.


Muitos e muitos...

Como meio termo entre as duas opiniões o consenso foi o Contorno do Matagal, caminho há muito tempo abandonado e que foi tomado pelo mato, daí o nome contorno já não ser mais muito próprio para defini-lo.

A dupla se encontrou logo cedo e se pôs a pedalar rumo ao caminho escolhido. Iniciando a descida, já tendo deixado a BR 040 para trás, surgiu a ideia de tentarem uma ligação entre o caminho que estavam e a Trilha da Pepsi. A tentativa, porém, não teve sucesso e os bikers tiveram que recuar ao caminho inicial.
Chegando ao lago onde os percursos do Matagal e Contorno se separam, apareceu o primeiro obstáculo: um monte de terra e entulho bloqueando a estrada dava sinais que de fato os proprietários do local já não fazem mais questão de manter este caminho aberto. Não se intimidando, os bikers transpuseram a barreira e seguiram descendo pelo trecho já um pouco erodido e começando a ser tomado pela vegetação. Onde antes eram vistos cavalos pastando, crescem arbustos e touceiras que dificultam a passagem.


Ciro


Ciro e Wagner

Forçando a passagem, os bikers chegaram à extinta tronqueira que dava acesso ao pasto. Com um pouco de paciência, desvencilharam o arame e passaram a cerca, onde a visão aterradora de um pasto tomado pelo mato com moitas de pouco mais de um metro de altura fizeram pensar se não seria melhor ter passado pelos cachorros.

Começou então o amassamento do capim. As bikes com a roda dianteira levantada serviam de quebra-mato. Pequenas passagens entre as touceiras davam a falsa impressão de haver uma trilha, o que muitas vezes levou a enganos para locais intransponíveis de onde os bikers voltavam e ziguezagueavam buscando o caminho certo.

Espinhos, arranhões, cortes, carrapichos (muitos carrapichos!), tropeços... este foi o saldo deste trecho. Após um bom tempo batalhando contra a natureza, a dupla encontrou o resto da trilha. Finalmente era possível pedalar novamente. Um precioso tempo e muita energia haviam sido consumidos.




Ciro

Adiante, um pequeno acidente de percurso: ao passar por uma velha ponte de madeira, estranhamente coberta por uma lona e terra, o Ciro enfiou a roda em um buraco entre o terreno e a cabeceira e comprou um belo terreno. Armadilha digna do Rambo.

Finalmente conseguiram o que a momentos atrás parecia impossível. Chegaram à estrada principal da fazenda onde estavam, próximo aos fornos de carvão. Seguiram até o início da descida onde fizeram uma pausa estratégica para avaliar os ferimentos e repensar o rolé.

Realmente, com as condições do Contorno do Matagal, a tendência é que este caminho vire apenas história.


Wagner e Ciro




Ciro

Decidiram abortar o trecho da Serra do Mina e retornar pela Trilha da Paciência, rumo a Cedofeita. Desta forma, completaram a descida e seguiram na direção da UHE Paciência, onde entraram no singletrack que corta o bambuzal e chega na continuação da estrada após a casa de força. Adiante foram atacados por alguns vira-latas de casas próximas. Mais um singletrack beirando o Rio Paraibuna e logo estavam no estradão do final da Pepsi.

Chegando a Cedofeita, entraram na estrada que vai para Caeté e após passarem pelo haras, entraram à esquerda em uma forte subida calçada de pedras que levou a dupla novamente à União Indústria através da Estrada do Joazal, trecho este que é parte integrante do Caminho Novo da Estrada Real. A descida dentro da fazenda passou margeando uma área de manejo de eucaliptos, com árvores adultas de um verde muito vivo, curvas acentuadas e muitas pedras soltas.





Após cruzarem a ferrovia, mais um ataque de cachorro. Logo estavam na União Indústria, que rapidamente foi deixada para trás quando a dupla entrou na subida da Graminha, completando 42 km no centro de Juiz de Fora.
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Triquedas / Pedra Quadrada 24/07/2010
Sem perrengue



Talvez a ferramenta moderna mais útil aos bikers seja o Google Earth. O software possibilita explorar grandes áreas, achar novos caminhos e traçar as rotas para uso posterior em GPS.



Foi isso o que fizeram os bikers Jacqueline e Wagner em uma manhã onde o sol se esforçava para brilhar por entre as nuvens. O caminho descoberto compreende um trecho que liga a Fazenda Triquedas à Pedra Quadrada, evitando assim o asfalto que parte de Filgueiras em direção a Chácara. Filgueiras, aliás, foi o ponto escolhido para iniciar o rolé. Com o equipamento montado e conferido, o casal se pôs em marcha rumo a Triquedas pela estrada que passa sobre o leito da extinta Estrada de Ferro Leopoldina. O trecho agradável, de longas e suaves descidas serviu para aquecer as pernas.


Wagner


Jac

Chegando ao ponto onde a estrada abandona o traçado da ferrovia e o relevo se torna mais acidentado, surgiu a trifurcação onde o caminho do meio era alternativa a ser tomada para alcançar a meta da Pedra Quadrada. A surpresa se deu em relação à forte escarpa que deveria ser vencida, o que não foi visto no Google Earth pela preocupação ter sido focada apenas no traçado do percurso. Serviu de aprendizado.




Jac e Wagner

Vencida a ladeira, a recompensa foi vislumbrar boa parte de Triquedas por cima, além do mar de morros a se perder de vista na direção de Coronel Pacheco. Em seguida, pequenas descidas e muitas partes planas se sucederam através de pastos de algumas propriedades. Com o GPS não havia nenhuma dúvida em relação às várias bifurcações pelo caminho. Ao cruzar uma das porteiras, os bikers se depararam com um terreno repleto de pedras brancas de diversos tamanhos e formas que chamaram a atenção por destoar de todo o terreno ao redor, sempre muito argiloso ou arenoso.




Jac

Continuaram seguindo e logo estavam na estrada da Pedra Quadrada, a pouco mais de 1 km de seu objetivo. Rapidamente surgiu o maciço rochoso como um pequeno ponto no horizonte, que crescia à medida que se aproximava. Sobre a pedra os bikers ficaram algum tempo observando as belezas das Minas Gerais, para então seguirem retornando ao ponto inicial do rolé, desta vez pelo caminho tradicional, via asfalto, fechando a volta com 25 km percorridos.


Jac e Wagner


Wagner e Jac
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Domingo, Agosto 29, 2010

Serra do Mina 10/07/2010
Níveis de perrengue: 3 e 4

1540 metros de ascensão

54 km, média de 15,5 km/h




Ciro, Wagner e David




Wagner


Ciro


David
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Cachoeira do Mirante / Santa 26/06/2010
Nível de perrengue: 4

No ensolarado sábado do dia 26/06 Ciro, David e Wagner montaram nas bikes para fazer o rolé da Santa. Evitando a trilha do Mirante, que está em péssimas condições devido às motos que tem passado por lá, decidiram por descer pelo estradão que leva à Cachoeira do Mirante.

Sem muita firula foram descendo o caminho dentro da mata, onde alguns poucos trechos exigiam atenção devido às valetas. Rapidamente chegaram ao estradão do Vagão, de onde seguiram até a entrada do rolé da Santa.



Já no singletrack, começaram a subir em ritmo forte, sob um sol escaldante que tornava tudo mais pesado. Logo alcançaram alguns bikers que seguiam no mesmo sentido e pedalaram junto ao grupo até o topo. Logo o pelotão se dividiu em três, começando a descer em ritmo alucinante. As curvas eram feitas no limite e a cada momento os reflexos eram testados.


David e Wagner com a turma dos Ciclistas da Estrada Real (CER+)

Quase no fim o David, que estava no trio de usuários de Proshock, comprou um terreno em uma curva, aterrissando sobre um monte de capim após passar em um pequeno ressalto na trilha. Recobrados do susto, os bikers prosseguiram, parando e reagrupando na torneira próxima à BR 040, que é uma tradição neste rolé.

Deste ponto em diante houve nova dispersão, e o trio Barrigudo seguiu em direção ao centro da cidade, completando 42 km com média de 15,3 km/h e ascensão de 584 metros.

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2ª Etapa Rio Minas Cup - MTB Piraúba 20/06/2010
Sem perrengue

Cinco horas da manhã toca o despertador. Hora de tomar um café da manhã reforçado, colocar o equipamento no carro e ir para a estrada. Cerca de 70 km a serem percorridos de carro até o ponto de largada, em Piraúba. O torneio, que teve sua primeira etapa em Maricá (RJ), foi continuado no interior de Minas, tendo ainda como 3ª etapa a cidade de Juiz de Fora, a ser realizada em outubro.


Wagner e David


Wagner e David


David e Martina


Jacqueline e Wagner



Os bikers David e Wagner, acompanhados pela Martina e Jacqueline, respectivamente, chegaram por volta de 8h00 em Piraúba, onde a maratona de 28 km os aguardava.









O terreno, com relevo pouco acidentado, fez com que a prova fosse muito rápida. Já na largada os competidores impuseram um ritmo muito forte e logo o grupo coeso de bikers foi se transformando em uma longa fila indiana. Em pedaladas vigorosas o grupo foi atravessando as belezas naturais da região, sob forte sol e muita poeira.


Wagner


Wagner


David




Raul, Wagner e David



O resultado dos Barrigudos foi Wagner completando em 1h06m23 (19°) e David em 1h19m26 (26°) devido a um pneu furado.
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Sarandira 03/06/2010
Nível de perrengue: 4

Mais um dia de rolé longo. Os bikers David e Wagner desta vez optaram por Sarandira, ao sudeste de Juiz de Fora, para se divertirem enfrentando subidas fortes, poeira, buracos e pedras.

O primeiro grande obstáculo foi a escalada da face norte da Serra do Mina (sim, ela de novo), com 4,4 km de extensão, 200 metros de desnível e trechos de muitas pedras soltas, a 5% de inclinação média.



O calor já era forte no momento de chegada a Sarandira, e restava ainda todo o caminho de volta. Retornaram subindo pela Graminha, fechando o rolé com 65 km pedalados, média de 16,9 km/h e 1080 metros de ascensão acumulada.


David e Wagner
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Chácara (via Morro Vermelho) 29/05/2010
Nível de perrengue: 4

Focando os treinamentos para a 3ª etapa da Copa Internacional de MTB, os bikers David e Wagner rumaram para Chácara, percorrendo fielmente o circuito do Ciclotur realizado em 2009.


Wagner e David

Por se caracterizar como um percurso de maratona o caminho não oferece grandes dificuldades técnicas, porém exige força e resistência para percorrer seus 60 km. Outro fator é o relevo, que acumula 740 metros de ascensão. Os bikers mantiveram média de 17,6 km, em 3h30 de rolé.


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Terça-feira, Agosto 03, 2010

Disneylândia 22/05/2010
Nível de perrengue: 3, 4 e 7

Não, não pedalamos na Flórida. A diversão foi bem perto de Juiz de Fora, mais precisamente entre os distritos de Conceição do Ibitipoca e Rancharia, ambos de Lima Duarte (MG).

Às 7 da manhã partiram, divididos em dois carros, os bikers David, Filippe, Rodrigo, Vitor e Wagner e todo o equipamento rumo à serra. Por volta de 8h30, os pneus cravejados já levantavam a poeira no estradão próximo ao Bar do Firma para em pouco tempo começarem a seqüência de singles que se alternavam com poucos trechos e de estrada.


Vitor, David, Wagner, Rodrigo e Filippe

Curvas fechadas, mato, pequenas poças de lama, pedras e galhos tentavam sem sucesso impedir a passagem das bikes. O grupo movia-se ligeiro, atravessando pinguelas, desviando de valetas e ganhando fôlego quando retomava o estradão. Rapidamente chegaram a Rancharia.

Nova perna em singletrack se sucedeu por dentro da erosão formada pelas águas que em tempos de chuva descem ligeiras vindo das montanhas. Trecho bem técnico, com muitas pedras grandes e soltas, além de bolsões de saibro que dificultaram a subida.



Adiante pararam em frente ao cemitério do distrito. Pequena pausa para descanso, pois a partir desta parte o terreno exigiria bastante dos bikers.

Com fôlego novo, entraram em outro single, que já de cara começou descendo muito. Descidas íngremes e escorregadias entre as árvores, em trecho quase que intocado pelo homem. Curvas se alternavam escondendo obstáculos como raízes e pedras e o ritmo frenético exigia reflexos rápidos.


David, Rodrigo, Filippe e Vitor



Em certo trecho a vegetação foi ficando menos densa e ao mesmo tempo o terreno se mostrava mais pedregoso e solto. Ficar sobre a bike exigia destreza. Um amplo horizonte se abriu, descortinando uma bela vista das montanhas da região. Uma grande laje de pedra, como um mirante natural, era o marco final daquele trecho rochoso. À frente o single continuava dentro da mata.


Wagner, David, Rodrigo, Vitor e Filippe


Wagner, Vitor, Rodrigo, David e Filippe

Sempre descendo, os bikers atingiram outro estradão, que levava novamente a Rancharia pela esquerda, ou a São José dos Lopes à direita. Bem perto dali era necessário sair deste caminho para seguir rumo ao Cruz das Almas, último desafio antes da chegada. Porém, muito chão ainda passaria sob os pneus antes daquela montanha. Após uma distração, que quase levou o grupo ao Morro do Baú, em Rancharia, os bikers retomaram o caminho correto e foram atravessando as propriedades rurais. Logo chegaram a um vale onde pararam para comer amoras que eram abundantes no local. Continuaram, agora subindo, em um estradão com aparência de ser pouco usado, com muitas pedras e piso irregular. No topo, um belo visual e um downhill a seguir que recompensou todo o esforço.

Chegaram finalmente à estrada para Ibitipoca, restando agora escalar o Cruz das Almas, a penosa subida que faz os ciclistas pecadores virarem santos. Completando o rolé no arraial, os bikers totalizaram 23 km com 758 metros de ascensão.
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Segunda-feira, Junho 28, 2010

Manjericão Dus Mininu 08/05/2010
Nível de perrengue: 2

Céu claro, tempo seco. Dia perfeito para somar mais alguns quilômetros na biografia das bikes. David e Wagner partiram desta vez de Matias Barbosa para percorrerem o Rolé do Manjericão.

O aquecimento foi na subida da Serra do Mina. O ritmo no início já era forte em pouco tempo atingiram o cume após desgastantes 6 km. Após pequena pausa para recobrarem o fôlego, seguiram descendo pelo estradão.


David e Wagner

Todo o rolé transcorreu normal, até a chegada do primeiro atoleiro. Passar pela lama era inevitável e quem sofreu nesta parte foi o equipamento. Nada, porém, que não pudesse ser minimizado no primeiro filete de água que cruzava a estrada. Dentro do possível as bikes foram limpas e, mais adiante, quando as peças já estavam secas, a transmissão foi lubrificada novamente.



Subidas e descidas se alternaram até que a dupla atingiu a BR 040. Seguindo pela rodovia, pedalaram por mais 11 km até Matias, onde completaram 38 km com média de 14,5 km/h.

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Tombos – Fazenda da Cachoeira / Canto da Chave 02/05/2010
Sem perrengue

Na bela manhã de domingo, os bikers David, Igor, João Miguel e Wagner saíram para mais um pedal por Tombos. Desta vez, seguiram pelo início do Caminho da Luz, do qual desviaram pela direita, seguindo pela Fazenda da Cachoeira. As subidas, ora suaves, ora mais íngremes, foram se sucedendo pela estrada que seguia sinuosa entre pastos e matas.




David, João e Igor


Wagner, João e Igor

Logo podia-se ouvir o som de uma grande queda d’água que se descortinou ao fazerem uma curva contornando um morro. Realmente a natureza foi generosa por estas bandas.



Pedalando mais um pouco, avistaram ao longe a Pedra Redonda e alguns picos, pontos notáveis do Caminho da Luz. Logo chegaram ao asfalto, na estrada que leva a Pedra Dourada. Seguiram no sentido de Tombos por poucos quilômetros, tomando um estradão à esquerda em direção ao Campo da Chave.





Adiante fizeram uma pausa estratégica para degustarem o abiu, fruta muito saborosa e abundante na região. Após a pausa o grupo retomou o percurso, girando no estradão rumo a Tombos. Completaram o caminho com 27 km pedalados com média de 16 km/h, após voltarem novamente à Cachoeira de Tombos.
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Domingo, Junho 27, 2010

Tombos – Caminho de São Pedro 01/05/2010
Sem perrengue

Na busca constante por novos caminhos e lugares, os bikers David e Wagner, acompanhados dos anfitriões Igor Salles Mari e João Miguel Ros Mari, partiram na tarde do ensolarado sábado para um pedal em Tombos, MG. A cidade, ponto inicial do Caminho da Luz, é cercada por lugares de muita beleza natural.


Igor, João, David e Wagner


Igor, Wagner e David

O rolé começou no sentido do bairro Niterói, onde logo as bikes já estavam na terra. Pouco adiante uma descida forte exigiu demais da bem rodada câmara de ar do pneu dianteiro do João, que não resistiu e estourou, levando o biker ao chão próximo a uma curva. Algumas centenas de metros a frente a tentativa de remendo não resistiu e rapidamente o pneu se esvaziou, o que obrigou João a voltar empurrando o equipamento de volta para casa após instruir o trio restante sobre o caminho a ser seguido.


Igor e David



Rapidamente o grupo se pôs em marcha e seguiu aproveitando as várias descidas. O cenário, composto por várias montanhas ao redor e riachos que cruzavam a estrada era iluminado pela luz do sol do fim da tarde.


David e Wagner




Igor, David e Wagner

Com o tempo seco, as bikes passavam levantando poeira no caminho. Pouco depois estavam em Porciúncula (RJ), onde o estradão deu lugar a vias calçadas de pedra e mais adiante ao asfalto, já na estrada que leva a Tombos. Apesar da má conservação deste trecho, os bikers conseguiram impor um bom ritmo, ganhando tempo suficiente para prolongar o rolé na entrada de Tombos, descendo até a cachoeira que deu origem ao nome da cidade e de onde parte o Caminho da Luz, que se estende até o Pico da Bandeira.


David, João, Wagner e Igor

Retomaram a pedalada já com o sol se pondo e logo chegaram ao centro da cidade, completando 24 km com média de 15,7 km/h.
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Sábado, Junho 26, 2010

RUTs – MTB BH 13/04/2010
Sem perrengue

Na noite do dia 13/04/2010 os bikers João Carlos e Wagner se aventuraram no rolé organizado pelo Mountain Bike BH, nas ruas de Belo Horizonte. A empreitada começou às 19h30, quando a dupla subiu até a Praça da Liberdade enfrentando o frio e o vento.


João e Wagner


João e Wagner

Juntos a cerca de outros 80 ciclistas, passaram por diversos pontos de BH, totalizando 18 km.

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Segunda-feira, Junho 14, 2010

Humaitá (via Carretão) 01/04/2010
Sem perrengue


David e Wagner


David

Rolé que marcou o retorno da dupla David e Wagner aos pedais, após hiato de aproximadamente um mês. O foco a partir deste momento é a preparação para as provas do calendário 2010.




Wagner

Os bikers desceram pelo Carretão até Humaitá, retornando pelo Morro do Sabão. Rolé de 38 km com média de 16,5 km/h.


Wagner
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Pontal do Atalaia 25/03/2010
Níveis de perrengue: 3 e 5

Finalizando a temporada 2010 de bike na praia, o rolé escolhido foi o Pontal do Atalaia e suas adjacências, em Arraial do Cabo.



Partindo de Cabo Frio, o trecho inicial foi muito tranqüilo. A rodovia asfaltada e o vento a favor proporcionavam condições para um rendimento considerável de cada pedalada. Após cruzar o centro da cidade restava subir o acesso ao Pontal, todo calçado com pedras. Com pouca dificuldade o desnível foi vencido e logo o amplo horizonte foi descortinado.


Wagner


Wagner

Este foi o ponto de partida para a parte de exploração do rolé. O objetivo inicial era atingir as Prainhas, mas como as informações obtidas no centro de informações ao turista eram ruins e a sinalização deixava a desejar, a solução foi desbravar a região.


Wagner

O primeiro caminho tomado levou a lugar nenhum. Beirando a encosta, a estradinha foi terminar em uma propriedade. Na segunda tentativa, o caminho levou a uma trilha que virava uma escadaria de pedra no meio do mato que dava acesso à Praia Brava. Já desistindo das Prainhas, a terceira opção foi por atingir o cume do morro, numa trilha que a cada pedalada se tornava mais técnica e íngreme, finalizando em um empurra-bike nos últimos metros antes de uma cerca de área restrita da Marinha. Após a cerca o caminho sumia entre densa mata que desestimulava qualquer ímpeto mais aventureiro.


Wagner

A recompensa neste ponto foi o visual. O Porto do Forno logo abaixo e o mar a perder de vista, cercado por um lado pela faixa litorânea e pelo outro pela Ilha do Farol, davam a impressão de estar em um dos pontos mais altos da região.



Após a contemplação, a diversão foi a descida. A seguir, mais uma tentativa frustrada foi feita no sentido de alcançar as Prainhas. No entanto, o achado foi outra trilha que levava à Praia Brava, desta vez pelo lado esquerdo. Devido às incertezas e ao avançar da hora, a decisão foi por abortar o objetivo inicial e retornar.



Na volta, tentando inventar novo percurso, a opção foi pelo acesso à Praia do Pontal. O estradão seguiu até a praia e continuava beirando a orla. O obstáculo neste trecho era o vento no sentido contrário e a areia que, em certas partes, era extremamente fofa. Por quase um quilômetro a opção mais viável era empurrar a bike, que mesmo assim não era tarefa fácil.



Retornar ao asfalto pelo caminho de vinda já não era opção. A meta era atingir as casas da Praia do Foguete e por lá retomar o asfalto. Após algum tempo de perrengue na areia, finalmente a pedalada foi retomada em ritmo acelerado. O vento continuava desafiando o movimento da bike e assim o fez até Cabo Frio, onde o rolé foi finalizado com 37 km percorridos com média de 14,8 km/h.
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Domingo, Maio 09, 2010

Praia Brava de Cabo Frio 23/03/2010
Níveis de perrengue: 3 e 5

No morro do Farol da Laginha há um complexo de trilhas que levam a mirantes naturais e se cruzam encurtando caminhos ou ligando pontos.




Wagner

A Praia Brava neste caso é acessada por seus dois extremos por meio destas trilhas. A trilha da ponta esquerda da praia é o ponto de chegada mais fácil, já percorrida no ano passado. Apresenta algumas erosões em pontos isolados e é cercada por arbustos com altura variando entre um e dois metros.




Wagner

O acesso pela ponta direita foi o trecho escolhido desta vez. O início do caminho é comum ao acesso ao farol. Neste trecho mais dois espinhos furaram os pneus, mas só foram notados no dia seguinte.





Saindo do caminho do farol, algumas pedras encravadas no meio da trilha surpreendem. O cuidado deve ser redobrado para evitar cortes nos pneus. Assim que o horizonte se abre para o mar vem a surpresa: um despenhadeiro de pedra deve ser descido para chegar à praia.


Wagner


Wagner

Atingindo a areia, outra dificuldade é se manter sobre a bike ou caminhar, pois a areia é grossa e pouco compacta. Atravessando a praia que não chega a ter quinhentos metros de extensão, chega-se à outra trilha. Nesta, se optar nas bifurcações à direita, chega-se novamente à Ilha do Japonês. Optando pela direita, o caminho termina nas proximidades do acesso entre a ilha e o Peró.





O percurso totalizou 20 km.
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Farol de Cabo Frio 19/03/2010
Níveis de perrengue: 3 e 5

Cabo Frio oferece poucas opções de trilhas próximas ao centro. Porém, apesar de poucas e curtas, são muito belas pela proximidade com o mar.

O Fat Biker retornou, após quase um ano, à trilha do Farol da Laginha, caminho que parte das proximidades da Ilha do Japonês e segue margeando o Canal do Itajurú até subir em direção ao farol, que fica no outro lado do morro.


Wagner


Praia Brava


Canal do Itajuru

Lá de cima a vista é de 360º e pode-se observar pontos de interesse como a Praia Brava, as ilhas Comprida e do Papagaio, Arraial do Cabo, a Praia do Forte e a cidade ao fundo, além de parte do Canal do Itajurú.


Wagner




Forte de São Mateus (Praia do Forte ao fundo)

Carcaças de baiacu são freqüentes nas proximidades da orla e por se confundirem com a cor da areia, os espinhos podem surpreender o biker no dia seguinte. Foi o que ocorreu: dois pneus furados, com três espinhos em cada.


Wagner


Saldo do rolé

Rolé curto, de 22 km.
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Sexta-feira, Abril 30, 2010

Serra do Mina 28/02/2010
Níveis de perrengue: 2, 3 e 5

Não contentes por não alcançarem o objetivo do rolé passado, David e Wagner retornaram à Serra do Mina para nova empreitada. Durante a semana ficou comprovado pelo Gogle Earth que a trilha próxima à plantação realmente era o trecho a ser seguido e que o caminho fechado que obrigou o grupo a dar meia volta foi no passado a ligação correta entre as duas faces da serra, onde provavelmente era possível a passagem de veículos.



Para agilizar o rolé e permitir um fôlego extra caso os bikers se perdessem novamente, a dupla seguiu de carro até Matias, de onde partiram pedalando novamente pela face oeste da serra.


Wagner e David


Wagner e David

A subida após a entrada da Fazenda Barra Alegre já não foi tão monstruosa, visto que os bikers estavam descansados em relação à incursão anterior por este caminho. Sem muita dificuldade acharam a entrada da trilha, uma pequena porteira que dava acesso a um singletrack entre os morros e ia serpenteando em aclive até o ponto onde se encontrava com o caminho fechado pela mata, que vinha pela direita. A última subida, bastante escorregadia pela umidade, foi um dos pontos mais desafiadores.



Adiante, atravessando outra porteira, o cume havia sido atingido e era possível ver as montanhas do outro lado da Serra, já na direção de Caeté, ao norte. Os bikers começaram a descer e a paisagem aos poucos foi se transformando, passando em trechos onde podiam ser vistos imensos blocos de rochas esculpidos pelas intempéries.


Wagner e David

O terreno, ora estradão erodido, ora singletrack, apresentava também muitas pedras soltas e em alguns trechos forçaram os bikers a carregar seus equipamentos nas costas. Por vezes era possível avistar grandes sedes de fazendas no pé da serra. A maior surpresa foi encontrar, já próximo à estrada de Sarandira, um caminho secundário já percorrido há alguns anos e esquecido que levava de volta a Matias Barbosa.



Por entre árvores frutíferas o estradão seguiu e apenas um pneu furado atrasou um pouco a chegada a Matias, onde os bikers completaram 22km com ascensão acumulada de 447m.
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Cherry Coke / Graminha / Serra do Mina 20/02/2010
Níveis de perrengue: 2 e 3

Após os rolés de carnaval, já refeitos do desgastante rolé da Pedra Quadrada, os bikers David, Rodrigo e Wagner saíram em busca do trecho ainda inédito da Serra do Mina, que liga a estrada entre Matias Barbosa e Sossego à estrada entre Cedofeita e Sarandira.

O caminho, descoberto em carta topográfica em 2009, em duas ocasiões foi abortado no final do rolé do Manjericão Dus Homi devido à exaustão e ao avançar da hora.

O trecho inicial do percurso escolhido para este dia foi a Cherry Coke, que não é a forma mais rápida de se chegar a Matias, mas é bem divertida. As condições da trilha praticamente não se alteraram da semana anterior, com muitas costelas e erosões. A diferença se deu em função de uma variante, que levou os bikers a um pequeno vale cruzado por uma nascente e posteriormente a uma baixada em que parte do terreno estava encharcada, formando um atoleiro.


Wagner, David e Rodrigo

Vencidas as adversidades do caminho, os bikers prosseguiram até o tanque do final da Pepsi / Matagal e continuaram pelo estradão até Cedofeita. Seguiram pelo asfalto até Matias, onde iniciaram a subida da Serra do Mina por sua face oeste, já em estradão. Após os primeiros 6 km de subida, atingiram o primeiro cume, descendo a seguir até a entrada da Fazenda Barra e começando nova subida à esquerda após abandonarem a estrada principal.

A primeira parte, cruzando pequeno trecho de mata atlântica, é muito arborizado e pouco íngreme. A partir do mata-burro onde começa o pasto, o aclive aumenta e segue desta forma por alguns quilômetros.




Mapa do Brasil?

Sem desconfiar de pequenas bifurcações, os bikers subiram até atingir uma casa onde se reabasteceram de água e foram informados de que estavam no caminho errado. Com algumas informações confusas, se embrenharam por uma bifurcação próxima e tomaram um caminho que estava abandonado fazia tempo. Na medida em que avançavam, mais difícil se tornava a pedalada. Adiante, após chegarem em mais um cume, o mato e arbustos fechavam o caminho de tal forma que o grupo decidiu por voltar. Observaram, porém, em um vale à esquerda do caminho, uma pequena trilha que passava entre plantações e apontava na suposta direção pretendida.



O avançar da hora e o cansaço, no entanto, se contrapunham à vontade de procurar a entrada desta nova trilha. O receio de pedalar em vão também pesava e a decisão unânime foi de estudar melhor o caminho com os recursos do Google Earth e com as cartas topográficas.

Os bikers desceram o caminho e retornaram até Matias pelo caminho de ida. De lá pedalaram até Juiz de Fora, subindo pela Graminha. O percurso somou 1379m de ascensão acumulada e 69km percorridos, com média de 13,5km/h.
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Quarta-feira, Março 03, 2010

Riacho Seco / Pedra Quadrada / Triquedas / Pedreira do Yung 15/02/2010
Níveis de perrengue: 2, 3, 4 e 8

Definitivamente o rolé mais pesado do carnaval. Este foi o responsável pelo último dia do carnaval se transformar em recesso de pedal.

David e Wagner partiram cedo, já imaginando que teriam bastante trabalho pela frente. Entraram no Linhares e seguiram pela estrada que leva a Chácara, desviando desta em direção ao Riacho Seco.


Wagner e David

Preferiram se poupar na primeira subida forte, pois o calor que já fazia dava mostras de que mais tarde as coisas iriam se complicar e toda energia poupada agora seria muito útil adiante. No riacho seco, como de costume, a pedalada travada pelo solo arenoso. À frente os bikers desceram em direção a Filgueiras, passando entre sítios e fazendas e atravessando o condomínio, virando depois à direita no asfalto para Chácara. O trecho em asfalto foi um pequeno alento para descansar a dupla para a etapa seguinte.

Saindo da rodovia, embrenharam estradão adentro em direção à Pedra Quadrada. Chegando lá, subiram na pedra como de costume e admiraram a paisagem ao redor, identificando alguns pontos de referência para o caminho a ser percorrido em seguida.


David



Desceram então em direção às Jabuticabas, passando no meio do pasto por meio de uma antiga estrada que virou um single track, bem técnico em alguns pontos e até intransitável em outros devido à erosão. Após algumas porteiras, chegaram ao pomar e foram visitar as ruínas da antiga casa. Um pneu furado forçou uma parada para reparos e na volta da casa a pausa no pomar foi obrigatória, pois algumas jabuticabas fora de época estavam maduras nos galhos, apenas esperando alguém para a degustação, o que os bikers fizeram sem hesitar. Neste momento valeu até subir na árvore.


David e Wagner


David e Wagner

Retomaram a pedalada, descendo pelo estradão (bem precário, diga-se de passagem) que acompanhava um córrego onde um cágado foi avistado. Sem dúvida, o animal mais exótico visto até o momento em uma trilha.


Wagner e David

Adiante um estouro da boiada assustada com a passagem da dupla seguiu morro acima enquanto os bikers passavam pelo morro ao lado, mais preocupados com as grandes pedras soltas pelo caminho. Atravessaram um riacho, se equilibrando em um tronco e em seguida foram perseguidos por um vira-lata de um sítio, certamente o primeiro cão a desafiar a Teoria do Frangão, talvez por desconhecer o sistema métrico e ignorar que deveria correr somente 50 metros.

Refeitos da correria, atravessaram as duas últimas porteiras da propriedade que indicava a melhor parte da descida, aquela recheada de grandes blocos de pedras que formam pequenas rampas e curvas sucessivas que fazem a alegria de quem passa por estas bandas de bicicleta.



Rapidamente chegaram à baixada, seguindo dali em direção a Coronel Pacheco. Atravessaram a cidade e no trevo da MG 353 pararam para lanchar. Após algum tempo partiram pela rodovia, fazendo nova parada adiante para colher algumas acerolas na beira da estrada. Continuaram subindo pelo asfalto até a altura da Fazenda Santa Clara, saindo da rodovia pela esquerda, em direção a Triquedas. A energia economizada mais cedo foi exigida por estes trechos, onde o desgastante calor dificultava ainda mais a subida. Os morros foram se sucedendo até atingirem o antigo leito da Estrada de Ferro Leopoldina, pelo qual seguiram até Filgueiras, fazendo pausas estratégicas em lugares sombreados para aliviar os efeitos do calor.




David, caçador de jabuticabas

Em Filgueiras foi feita a última parada, para reabastecimento de água. Os bikers prosseguiram passando pelo estradão que passa pela Pedreira do Yung e termina no Linhares. De lá os bikers seguiram para casa, completando 68 km com média de 14,2 km/h e 1375 metros de ascensão acumulada.
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